terça-feira, 2 de dezembro de 2014


rei Rodollfh
CAP. 3: O CASTELO.


   Cler entrou. Chegou até o portão e falou para os cavaleiros:
- Quero ser uma das empregadas!
-Impossível! Ninguém quer ser empregada desse castelo!
- Pois eu quero!
  Os dois cavaleiros olharam um para o outro e mandaram um deles ir perguntar para o rei o que fazer.
- O quê? Quem é essa louca?- falou William o cavaleiro principal, que é o único que pode falar com o rei.
   Ele foi correndo para falar para o rei. E ao falar o rei mandou deixar entrar e levar até ele. E quando Cler entrou na sala ele a reconheceu na hora, e Cler falou:
- Olá majestade!
   Rodollfh parecia não acreditar.
- Então você veio!
- Eu disse que viria. Aliás, que bom que se lembra de mim!
- Como esquecer?
  Os dois deram um sorrisinho sarcástico. E ele diz:
- Bem por saber quem é você e o que quer fazer. O que faz você pensar que vou deixar você trabalhar aqui?
- Está com medo majestade?
   Nesse momento todos os cavaleiros na sala se olharam. Não acreditavam que aquela garota era verdadeira.
- É claro que não. Quer saber? Você me deixou curioso. Tudo bem, bem-vinda ao meu castelo. Cavaleiros a levem até a área das empregadas.
   Os cavaleiros se olharam surpresos. William murmurou para Rodollfh assim que todos saíram:
- Mas majestade...!
- Sabe William, eu gostei dessa garota. Ela é corajosa. Isso pode ser interessante.
  Cler foi levada até uns quartos que ficava atrás da cozinha. Colocaram-na em um dos últimos quartos. Cler arrumou o quarto, que só tinha uma cama com um pequeno guarda-roupa e uma mesinha com um abajur.
   No dia seguinte, Cler colocou o uniforme e foi para a cozinha, lá conheceu duas moças muito bonita era a Paulyna e a Mary.
   As semanas foram passando, até que em um dia de manhã quando Mary, Paulyna e Cler estavam na cozinha preparando o café da manhã, um dos cavaleiros aparece na cozinha e diz:
- O rei está lhe chamando Cler.
- Me chamando? O que ele quer?
- Não sei...
- Onde ele está?
- Ele está no quarto dele.
   Cler acompanhou o cavaleiro até o quarto do rei, bateu na porta e quem abriu foi William e disse:
- Entra.
   Cler entrou e Rodollfh disse:
- O dia está lindo hoje não?
- Estava até eu ver você.
- Nossa que mau humor!
   E William:
- Como ousa falar assim com o rei?
- Deixe-a...
- Mas majestade...
   E Cler interrompe:
- Dá pra falar logo pra que você me chamou?
   E William:
- Acontece que vai haver uma...
- William! Eu acho que ainda consigo falar por mim...
- Perdão majestade!
- Bem como ele disse, vai haver uma festa e eu quero uma roupa nova. E como eu sei que você e a Urlo são as melhores costureiras da cidade, eu quero que você faça pra mim.
- Tudo bem. Mas eu vou precisar tirar as suas medidas e saber o jeito que você quer. Há, e é claro comprar o tecido
- Tudo bem, mas não agora. Mais tarde eu falo como eu quero e decidimos o resto.
- OK. E eu vou pensando onde vou colocar o veneno.
   E Cler sai.
- Majestade, tem certeza que vai mandar essa garota fazer as suas roupas?
- Não se preocupe ela não vai fazer nada ainda. Ela precisa de tempo pra bolar um plano e botar em prática. Ela quer um plano perfeito e infalível.
   Mais tarde naquele dia. Cler foi chamada novamente por Rodollfh. E quando Cler entrou ele falou:
- William você está dispensado.
- Mas senhor...
- Eu sei cuidar de minhas roupas. Agora vai!
- Tudo bem. Mas qualquer coisa os cavaleiros estão aqui fora.
   Ele saiu e Rodollfh falou:
- Odeio o jeito que ele banca a babá.
- Eu acho que vocês formam um ótimo casal.
- Não me provoque. - disse ele dando uma leve risadinha. - Sente-se, tem um monte de coisa pra comer que vocês fizeram.
- Não obrigada.
- Como quiser. Bem como já deve saber, eu chamei você pra falar da minha roupa.
- Claro, pra tomar chazinho é que não foi.
   Horas se passaram, até que finalmente acabaram.
- O desenho ficou ótimo.- disse Rodollfh.
- É ficou.
- Você desenha bem...
- Aprendi com minha mãe. Ela era muito boa, você iria gostar dela, pena que você matou ela...
   Ele ficou olhando para ela e ela ficou encarando ele.
- Eu gostaria de saber por que você me acusa de matar a sua mãe.
- Porque foi você quem mandou seus cavaleiros pra invadir a cidade e foram eles que mataram minha mãe e duas semanas depois foi seus cavaleiros que invadiram de novo e destruíram tudo, invadiram as casas e mataram as famílias entre eles meu pai! Tá bom pra você?
  Ele não respondeu nada. E Cler disse:
- Bem, eu tenho o que fazer...
- Amanhã você tira as medidas.
  E Cler saiu furiosa. No dia seguinte de manhã, Cler chegou ao quarto para tirar as medidas do rei. Ao entrar só estava William, que disse:
- Majestade ela já está aqui. Com licença. - e saiu.
   Cler arrumou as coisas em cima da mesa que havia perto da janela, a mesma que tomou chá com o rei.
- Pronto Cler, podemos começar... – disse o rei.
   Quando Cler se virou o rei estava sem camisa. Cler o achou lindo, mas como o odiava se conteve e nem deu sinal. Cler começou a tirar as medidas dele. Quando acabou Cler estava aliviada, porque apesar de odiar ele, ela não deixava de ser mulher e ele não deixava de ser um homem, um homem bonito que estava bem ali na frente dela e sem camisa...
   Cler estava arrumando tudo quando ele falou:
- Me ajude a colocar a camisa.
- Isso foi uma ordem?
-Sim.
-Nossa! O mais bravo e temido dos homens e destruidor de famílias não consegue nem por a camisa sozinha...
   Cler foi em direção dele e o ajudou a por e a abotoar a camisa. E como eu já disse, eles não deixam de ser um homem e uma mulher, e Cler também muito bonita, no último botão os dois ficaram se olhando, Rodollfh com seus olhos mais azuis que o céu, e Cler com o seu olhar raivoso e ao mesmo tampo sedutor. Cler se virou e pegou suas coisas e ia embora, quando Rodollfh segurou no braço dela, ela olhou para ele, e ele a beijou. Quando o beijo acabou, Cler deu um tapa na cara de Rodollfh e foi embora, ambos sem dar uma palavra, pois Cler o odiava, mas gostou do beijo.
   Depois do almoço, Cler estava deitada lendo um livro tentando esquecer aquele beijo, mas de repente fechou o livro e se entregou àquele pensamento. E chegou a falar a si mesma:
- Você não pode gostar dele. Você o odeia. Ele matou a sua família. Foi só um beijo. Normal você gostar, ele é bonito.
   Foi interrompida, pois bateram na porta. Ao abrir era um dos cavaleiros, que lhe disse:
- O rei está lhe chamando. Ele está no quarto dele.
   Cler foi até o quarto dele. E no caminho foi pensando o que ia fazer em relação ao beijo, se falaria ou fazia algo ou se ficava calada como se nada tivesse acontecido. Cler chegou à porta do quarto sem conclusão. Quando entrou estava ele e William, ela nunca ficou tão feliz por ver William, era sinal que ele não falaria nada sobre isso, dava mais tempo pra pensar no que dizer, mas se ele mandasse o William sair, ele iria falar alguma coisa. Quando se aproximou Cler estava nervosa, mas como sempre, ela não demonstrou suas emoções.
- Cler, amanhã você vai até a cidade para comprar os tecidos necessários para fazer minha roupa. – disse o rei.
   Cler aliviada, mas um pouco tença ainda disse:
- Tudo bem.
- Então eu vou aproveitar e comprar um doce que uma senhora vende bem perto da casa de sua tia. Assim você aproveita e visita ela.
- Sério? Que bom, eu estou morrendo de saudades dela.
- Bem, eu também queria que você fizesse outra roupa pra mim.
- Como assim?
- Bem, todos virão acompanhados, e eu também tenho que ir. Então eu você vai fazer um vestido pra eu dar de presente para o meu par.
- Tudo bem. Roupa feminina é mais fácil. Como você quer o vestido?
- Não sei... faça do jeito que você quiser. Mas, que saia bonito!
- Tudo bem. Você não sabe, mas eu tenho um bom gosto. Bem, qual é o tamanho que eu devo fazer?
- Hum... Ela é mais o menos do seu tamanho. – disse ele rodeando Cler.
- Então eu devo fazer do meu tamanho?
- É... Pode ser...
- Tudo bem.
- Vai pensando como vai ser. Pois amanhã vamos compra logo o tecido, junto com o da minha roupa.
- Tudo bem. Já tenho até a ideia perfeita.
   Cler foi para o quarto e começou a pensar e desenhar o vestido.
   No dia seguinte, de manhã, Rodollfh já esperava Cler perto do carro, com o motorista e William, o cavaleiro havia acabado de chamar Cler. E Cler chega lá fora, ela estrava linda, pois estavam acostumados a vê-la de uniforme. Os três entraram no carro e foram em direção ao mercado da cidade. Ao chegar lá todos se surpreenderam ao ver Cler junto ao rei, pois todos lá a conhecia.
   Depois de comprar os tecidos, foram para uma das vilas, onde ficava a casa de Cler. Chegando lá, todos estavam na rua, pois estavam curiosos para saber o que o rei fazia na vila. O primeiro a descer foi o motorista, 
para abrir a porta, depois desceu William, depois o rei e quando Cler desceu todos se surpreenderam, Pedro saiu correndo em direção a Cler para abraçá-la, mas foi segurado pelos cavaleiros. Urlo já estava na porta de sua casa, quando viu Cler, também quase saiu correndo, mas quando viu o que aconteceu com Pedro, parou. A vizinhança toda falava alguns falavam que ela estava tendo um caso com o rei. E várias outras coisas. Quando Cler viu Pedro sendo seguro. Gritou:
- O soltem!
   E ai que o “povo” falou. Falavam “olha já tá dando até ordens!”.
   O rei disse:
- Ele não pode chegar perto!
- Mas eu vou.
   Cler foi em direção a Pedro, e o abraçou forte. Rodollfh ficou morrendo de ciúmes e raiva, mas não demonstrou muito.
   Depois Cler foi correndo abraçar a tia.
- Tia, que saudade!
E quando olhou para trás depois de abraçar ela, Rodollfh estava bem atrás dela, que disse:
- Olá, Urlo.
- Olá “majestade”.
- Onde está Joana? Vim comprar um doce dela.
- Ela está ali.
- Claro!
- Vamos Cler entre. – disse Urlo.
- Eu também vou entrar. Joana traga o doce aqui. – disse Rodollfh.
- Você não foi convidado. – disse Cler. – Você não é bem-vindo a minha casa.
- Mas eu vou entrar! Eu sou o rei. – respondeu ele, já entrando.
   Já dentro, se sentaram à mesa que ficava na sala. Estavam, Joana, Urlo, Pedro, William, Rodollfh e Cler. Rodollfh fez questão de se sentar do lado de Cler, mas sem deixar ninguém perceber. Pedro também se sentou do lado de Cler.
   Ficaram por lá um tempo. Depois saíram para ir embora. Mas na porta sem ninguém perceber, Cler disse a Pedro:
- Você podia me visitar de vez em quando.
- Mas eu posso?
- Claro.
- Eu não sabia, se não eu já tinha ido a muito tempo.
   E William grita:
- Vamos Cler!
   E Cler:
- Eu tenho que ir.
   E Pedro:
- Não antes disso.
   E beijou Cler. Quando o beijo acabou, Cler beijou de volta. E foram para fora. Cler abraçou sua tia. E abraçou Pedro. E entrou no carro. Foram embora. E ao chegar ao castelo, sem ninguém perceber, quando Cler ia passando, Rodollfh a puxa e fala:
- Cler, quem era aquele garoto? Acho que o nome dele é Pedro.
- E porque te interessa?
- Não me interessa. Eu só fiquei curioso.
   Cler puxou o braço, e foi embora. Ao chegar ao quarto, Cler começou logo a fazer as roupas, pois só tinha uma semana para fazer elas. Ao chegar ao quarto William fala para Rodollfh:
- Majestade, sem querer abusar, eu posso fazer lhe uma pergunta?
- Já fez uma, por que não outra?
- Eu reparei o jeito que o senhor reagiu ao ver aquele moço ter tanto carinho com Cler. Por acaso o senhor não está gostando dela, está?
- É meu amigo, você me conhece mesmo! Fazer o quê? Somos amigos desde a infância. Na verdade eu acho que sim.
- Sabia.
- Mas, foi óbvio?
- Não, não. Eu só percebi porque eu conheço o senhor desde a infância, como você disse. Então, não tenha dúvida, antes de você pedir, eu vou guardar esse segredo para o senhor.
- Obrigado! Agora tenho que te contar umas coisas que eu tenho em mente.
   No dia seguinte, de manhã, Cler estava na cozinha, e um cavaleiro a chama:
- Cler, tem um homem querendo falar com você lá fora.
- Comigo? Já sei quem é.
   Cler foi até lá fora. E lá estava Pedro, com um boque de flores na mão. Rodollfh estava no quarto com William, falando de “negócios”, quando Rodollfh olha pela janela, vê Cler no portão com Pedro, e viu na hora que Pedro entrou deu as flores e abraçou Cler. Rodollfh ficou com muita raiva e mandou William fazer algo. William desceu e foi até Cler e disse:
- O que está acontecendo?
- Como assim?
- O que esse garoto faz aqui?
- Esse garoto tem nome. O nome dele é Pedro. Ele veio me visitar.
- Te visitar? Você é uma “escrava”. Não tem direito a visitinhas. Você pode ter vindo por espontânea vontade, mas é como todas as outras.
- Mas, eu vou falar com quem eu quiser. Quem vai me impedir? Você? – nesse momento Cler viu Rodollfh na janela, e disse – Ou o seu reizinho ali?
   Todos olharam para a janela. E Cler ainda gritou:
- Você não tem coragem de vir aqui? Você nem tem coragem de fazer isso? Se você quer que ele saia então vem você tirar ele daqui!
- Chega! Guardas tirem-no daqui!
   Quando os guardas já estavam levando Pedro, Cler foi e deu um beijo nele, e os guardas o levaram. Assim que ele foi, Cler se virou e gritou para Rodollfh que ainda estava na janela:
- Você não muda, e nunca vai! Você não tem coragem nem de colocar um garotinho para fora de seu castelo. Parece que vai ser mais fácil do que eu pensava matar você!
   E Cler foi embora. De tarde, Cler teve que levar o chá de Rodollfh. Coisa que se faz enquanto ele toma banho, para elas não terem contato com ele. Cler entrou arrumou a mesa, e quando ia saindo, Rodollfh saiu do banho. E como ela estava de costas e ele distraído, Cler se virou bem na hora e deram de cara.
- Cler! – disse ele só de toalha.
- Eu já estava saindo.
- Não. Que bom que você está aqui. Quero falar com você.
- O que você quer?
- Calma! Eu só ia dizer que você está liberada para receber visita daquele rapaz.
- Como é que é?
- Você está liberada para receber visita daquele rapaz.
- Como assim? Você prefere que ele venha a se ter o trabalho de botar ele para fora?
- Olha, eu estou tentando fazer algo legal, mas se você não quer...
- Não, eu não quero. Eu não preciso que você seja legal comigo.
- Tudo bem, como quiser.
   Cler ia saindo, quando ele disse:
- Ei, espera!
   Cler se virou, e ele disse:
- Me ajuda  a colocar a blusa.
   Cler revirou os olhos, e foi ajudar.
   Dois dias se passaram, e as roupas estavam quase prontas. E Cler mandou um dos cavaleiros avisar a William para avisar ao rei que ele precisava provar a roupa. No mesmo dia de tarde, Cler foi chamada para levar a roupa até o quarto de Rodollfh para fazer os últimos ajustes.
   Chegando lá estavam no quarto William e Rodollfh. Cler deu a roupa para Rodollfh experimentar, e quando ele ia experimentar, bateram na porta. Era um cavaleiro dizendo que havia dado um problema no portão e William teve que resolver, pediu licença e saiu. Assim que ele saiu, Rodollfh foi para o banheiro experimentar. A roupa ficou ótima nele. Rodollfh estava se olhando no espelho e perguntou para Cler:
- Como ficou?
- Não espera mesmo que eu responda, não é?
   Rodollfh deu um sorriso e disse:
- Acho que isso quer dizer que ficou bom.
- A roupa ficou ótima.
- Você fez um ótimo trabalho.
- Rodollfh. – disse Cler indo em direção de Rodollfh. – Você está sendo... Como posso dizer? “Legal” comigo, por quê?
- Eu sou “legal”.
- Não é isso que o “povo” acha.
- Eu sou “legal”, só não demonstro muito.
- Percebemos.
- Quando o vestido fica pronto.
- Amanhã. Só falta umas coisas.
- Ok.
- Você quer que ela prove para ver se não faltam ajustes?
- Talvez. Me entregue assim que ficar pronto.
   Cler já estava arrumando as coisas e Rodollfh diz:
- Cler. Ajude-me atirar a blusa.
   Cler foi ajudar, mas odiando (mas no fundo gostando).
- Pode pôr na cruzeta?
- Eu achei que isso era trabalho para o William, sua empregada particular.
- William é meu amigo desde a infância.
- Imagina, você faz o seu “amigo de infância” trabalhar para você, dá para entender porque você faz o que faz com agente.
   Cler saiu e foi direto para o seu quarto, fazer os últimos ajustes do vestido. De manhã o vestido já estava pronto. Cler entregou para William. William levou para o quarto de Rodollfh. No quarto William e Rodollfh comentavam o vestido:
- Ficou lindo, não foi majestade? – disse William.
- Ficou. Ela tem talento. Você acha que ela vai gostar?
- Vai sim.
- Será que vai ficar bonito nela?
- Claro senhor. Ela já é muito bonita.
- E o joalheiro?
- Ele disse que vem hoje de tarde.
- Tudo bem. Mande Cler fazer as ultimas compras para a festa.
- Sim senhor.
- E o sapateiro?
- Eu disse que o senhor ia lá amanhã.
- Manhã é muito em cima da hora. Marque para hoje, depois que o joalheiro for embora.
- Ok, depois eu entro em contato.
- E o número do sapato?
- Eu já sei, é número 36.
- Muito bem. Eu quero que tudo fique perfeito. E os preparativos para a festa?
- Está indo muito bem.
- Bem, joia, sapato, vestido... Está faltando algo?
- Creio que não senhor.
- Então está dispensado. Mantenha-me informado.
- Sim senhor. Com licença.
   Estava tudo saindo perfeito. De tarde Cler saiu para fazer as compras, e o joalheiro chegou no castelo. Depois que ele foi embora, Cler chegou e Rodollfh saiu para comprar os sapatos.
   Logo de manhã cedo todos os empregados do castelo estavam no salão principal para começarem a arrumação desde então. Felizmente não precisavam cozinhar, pois foram contratados grandes cozinheiras e cozinheiros.
   Todos no reino estavam comentando a festa, e todos queriam ir, mas a festa era somente para as pessoas mais importantes, príncipes e princesas, duques e duquesas, rei e rainhas, condes e condensas, imperadores e 
imperatrizes e outras pessoas muito ricas.
   Já de tardinha já estava tudo arrumado, estava tudo perfeito.
   Bateu seis e meia, todos os empregados começaram a se arrumar, uniformes feitos para a festa foram feitos.
   Quando Cler entrou no quarto para se arrumar, se deparou com uma grande caixa em cima de sua cama. Estranhou, pois o uniforme não vinha em uma caixa. Quando Cler abriu a caixa, se deparou com o vestido que avia feito, um sapato lindíssimo e uma caixa pequena, e quando abriu a caixa pequena havia um cordão e brincos caríssimos, feitos de esmeraldas verdes. E ainda havia um bilhete que dizia:
“Querida Cler, esse é um presente que eu preparei com todo o carinho, e espero que você aceite e também aceite acompanhar-me nessa festa. Se não aceitar entenderei, pois não lhe faltam motivos, mas eu encisto. Eu sei que aceitará.
Beijos.
Atenciosamente:
Ass. Rodollfh Stiven.”

   Cler não acreditava no que via. Leu mais duas vezes para acreditar. Do jeito que estava foi até o quarto de Rodollfh. Ele mesmo abriu a porta, e Cler disse:
- O que é isso?
- Há, você viu o meu presente! Então você gostou?
- Como assim se eu gostei? O que isso significa?
- Não é obvio? Estou convidando você para ser minha acompanhante esta noite.
- E o que faz você pensar que eu irei aceitar?
- Meu pedido sincero.
   Cler ficou um pouco calada e disse:
- Pedido sincero? Quem é você para fazer um pedido sincero?
- Olha para mim. Olha nos meus olhos, vê se eu to mentindo.
   Cler ficou olhando para ele e disse:
- Pois isso não basta.
  E foi embora. Não demorou muito a festa começou. Quase todo mundo já havia chegado, quando alguém bate na porta de Cler. E quando ela abre, era William.
- O que você está fazendo aqui? – disse Cler.
- Vim falar com você.
- Se você veio para tentar me convencer de ir, está perdendo o seu tempo.
- Você não entende...
- Eu entendo perfeitamente. O seu reizinho mandou você vir aqui.
- Não, na verdade ele nem sabe que eu vim aqui.
- Aham, sei...
- É verdade, olha eu tenho uma coisa para te falar...
   Todos já estavam na festa. Rodollfh estava falando com seu irmão mais velho Fernando, quando dá por falta de William. Começa a olhar procurando ele, e seu irmão fala:
- Quem é aquela moça deslumbrante?
   E quando Rodollfh olha para a escada, era Cler. Ela estava linda. Estava com o vestido que havia feito, com os sapatos que Rodollfh deu, com o colar e os brincos de esmeralda e seus cabelos longos e loiros meios castanhos, estava preso e somente com a parte da frente solta meio cacheada.
  

Rodollfh foi até ela e disse:
- Que bom que veio.
-Tive meus motivos.
- Isso não importa. O importante é que veio.
  Cler ficou olhando para ele. E ele disse:
- Você está linda.
- Obrigada. Você está...
   Deu uma pausa, e Rodollfh disse:
- Estou...
- Está elegante.
- Sei. Obrigado. Graças à roupa belíssima que você fez. Todos estão elogiando.
- Mesmo?
   Rodollfh acenou com a cabeça que sim. E disse:
- Venha, quero que você conheça uma pessoa muito importante para mim. – e puxou Cler. – Você deve conhecer ele, nem que seja por nome.
   Rodollfh se aproximou de um casal, que tinha uma mulher linda de vestido cor de vinho e de cabelos preto, e de um homem que também era muito bonito, e disse:
- Cler, esse é o meu irmão, rei do reino vizinho. Esse é o Fernando.
   Fernando cumprimentou Cler, beijando sua mão, e disse:
- É um grande prazer conhece-la.
   Cler sorriu e Rodollfh disse:
- Essa é a esposa dele. A Sarah.
- Olá! – disse ela. – Perdão, mas como é mesmo o seu nome?
- É Cler. – disse Cler.
- Um lindo nome. – disse Sarah.
   Nesse momento, outro homem se aproximou e disse:
- Os irmãos se reuniram e não me chamam?
- Você não é nosso irmão Pablo. – disse Rodollfh.
- Eu sei, mas adoro ver uma família reunida. Principalmente essa, que fazia tanto tempo que eu não via junta.
- Pois é. Agora não vamos mais nos separar. – disse Fernando abraçando Rodollfh.
- Nossa comovente... – disse Pablo, com um ar sarcástico.
   Outro homem chamou Pablo e ele disse:
- Com licença senhores e senhoritas.
   E foi embora.
- Esse homem é insuportável. – disse Rodollfh. – se as pessoas do meu reino acham que eu sou um mau rei, imagina se eles vissem esse homem. Ninguém o suporta.
- Mas você é um mau rei, Rodollfh. – disse Fernando.
- Eu sei, mas eu prometi mudar. – disse Rodollfh.
   Cler olhou para Rodollfh, sem acreditar no que ele havia dito.
- Eu tenho que falar com o duque, me dê licença. – disse Fernando levando a esposa com ele em direção a um duque.
   Assim que eles se afastaram, Cler disse:
- O que você quis dizer com “Eu prometi mudar”?
- Que eu prometi mudar.
- Como prometeu mudar?
- Eu prometi. Eu não vou mais fazer maldade.
- Eu d-u-v-i-d-o.
- Por quê? Não acredita que eu possa mudar?
- Claro que não.
- Então você vai ver. Aliás, sinto muito.
- Pelo o quê?
- Porque você não vai ter mais motivo para se vingar.
- Quem disse?
- Ué! Você me odeia porque eu sou, “era” mau.
- Não, eu odeio você porque você matou minha mãe, meu pai e meu tio.
- Hum... mas você não vai querer matar um homem bom vai?
- Um homem bom, não. Mas “você” sim.
   Rodollfh sorriu.
   A noite estava sendo ótima. Todos estavam se divertindo incluindo Cler, mas não dava o braço a torcer. Depois de um tempo Pablo voltou a perturbar:
- Então Rodollfh, essa é a nova princesa desse reino? – disse ele.
- E em que isso interessa você?
- Nossa, acho que isso quer dizer um “sim”.
- Não.
- Hum...
- Ela é só... só... só uma amiga.
- Hum, entendo. Mas ela não é uma de nós. Ela é uma plebeia.
- E daí?
- Como uma pessoa como você pode ser amigo de uma plebeia?
- Olha eu não tenho tempo para você Pablo. – disse Rodollfh, que foi embora.
   Rodollfh chegou perto de Cler furioso e Cler disse:
- Esse homem vive perturbando. Se eu não quisesse chamar atenção eu já tinha dado umas bofetadas na cara dele, aqui mesmo.
- Por acaso você quer me proteger? – disse Rodollfh já com bom humor.
- Não, eu só quero dar uma liçãozinha nele.
- Se quiser eu jogo ele em beco escuro.
   Os dois riram. E Rodollfh disse:
- É a primeira vez que concordamos em algo.
- Verdade.
- Vou buscar um drink para brindar.
   Rodollfh foi em direção à mesa. E sem perceber Pablo se aproxima dela e diz:
- Olá!
- Oi. – diz Cler já sabendo que ele queria perturbar.
- Qual é o seu nome?
- Cler.
- O meu é Pablo.
- Eu sei.
- Claro! Já deve ter ouvido falar de mim.
- Você nem faz ideia.
- Rodollfh disse que são amigos.
- Sim.
- Onde se conheceram.
- No APA.
- APA?
- É, quer dizer  “vAPA casa do CARA...” Quer dizer... “Carlos”.
- Nunca ouvi falar nesse APA.
- Jura? Para um rei o senhor anda meio desenformado, varias pessoas vão lá, outras deveriam ir para lá.
- Hum... então Cler...
   Nesse momento Rodollfh viu Pablo perturbando Cler. E foi até eles o mais rápido possível. A o se aproximar Rodollfh disse:
- Atrapalho?
- Rodollfh, eu estava aqui conversando com sua amiga. – disse Pablo. – Ela é uma menina muito esperta e inteligente.
- Mesmo?
- Mesmo. Agora me dê licença.
  E Pablo foi embora. E Cler disse:
- Muito obrigada, esse cara é muito chato. Estou te devendo uma.
- Bem acho que sei como pode pagar. – disse ele estendendo a mão a ela. – Dança comigo.
  Cler olhou com seu olhar sedutor que ao mesmo tempo é amedrontador, e disse:
- Sim.
   Os dois começaram a dançar lindamente, parecia que voavam sobre as nuvens. Parecia que não havia mais ninguém no salão, ali os dois se entregaram, esqueceram seus ódios, seus medos, suas diferenças e todo o resto que separavam eles. No final Rodollfh pegou de tau jeito no rosto de Cler, e quase lhe saca um beijo, mas no momento lembrou-se que havia outras pessoas.
   A música acabou e todos aplaudiram todos, pois nem perceberam, mas todos dançavam.
   Depois que a festa acabou Cler subiu para o seu quarto. Lá não conseguiu se controlar e foi até o quarto de Rodollfh. Ao Rodollfh abrir a porta ele disse:
- Cler, mais que surpresa! Entra.
   Cler entrou e disse:
- E tinha que vir te agradecer por tudo. Pelo convite, pela festa, pelas joias, pelos sapatos... Mas amanhã eu devolvo tudo.
- Como assim devolve?
- Eu não posso ficar com essas coisas...
   Rodollfh caminhou até a janela e chamou Cler. Ela se aproximou e ele disse:
- A noite está linda não é?
  Cler estranhou. E ele continuou:
- Cler eu apesar dessa noite estar tão linda, o que tornou essa noite uma das melhores de toda a minha vida foi você.
   Cler se assustou. Rodollfh se virou e olhando no fundo de seus olhos disse:
- Cler, desde o primeiro momento que eu vi você, há três anos atrás, quando você havia acabado de chegar e quando você me viu, já veio me xingando e brigando comigo e você me puxou do cavalo e me deu dois socos na cara. Porque você foi a primeira pessoa a falar assim comigo, a me desafiar dessa forma, a não ter medo das consequências. Quando você passou por aquela porta dizendo que queria trabalhar aqui eu só deixei você ficar porque eu gostei de você. Mas com o tempo isso foi se tornando mais sério, e cada vez mais e mais até eu chegar nessa situação, de mudar, ser outra pessoa. E eu sei que você me odeia, pois as coisas que eu lhe fiz são imperdoáveis, mas mesmo sendo imperdoáveis e não adiantando, eu peço perdão Cler. – disse ele, que se ajoelhou. – Me 
perdoa Cler, por favor, me perdoa. Eu me arrependo por tudo que eu fiz para você e todas as outras pessoas. Se você quiser sua vingança, a hora é agora, eu estou aqui pronto, se quiser me matar eu entendo, mas se me deixar vivo, eu prometo que me redimirei com você e todos. – ele s ele levantou e disse – Cler, tudo que eu mais quero, é ser feliz com você, com o meu povo  satisfeito com o meu reinado, com o apoio do meu irmão. Quero casar com você. Se você não quiser eu entendo. Mas tudo o que eu quero nesse momento é dar uma beijo nesses seus lábios, nos lábios da pessoa que despertou em mim uma coisa que estava morta, em uma pessoa que estava morta. Tudo o que eu quero agora é encostar os meus lábios nos seus.
   E deu um beijo em Cler. E Cler não lutou mais contra o que ela sentia. Depois começaram a conversar sobre suas infâncias, seus pais e etc. e assim passaram a noite toda...

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. aqui está como prometido...
    pessoal se tiver alguns erros me avisem pra mim poder concertar ok?
    bem, espero que estejam gostando...
    bjs

    ResponderExcluir