terça-feira, 9 de dezembro de 2014


rei Rodollfh

CAP. 8: O DIA CHEGA.


   No dia seguinte quando Cler acordou, Rodollfh já estava acordado, olhando pela varanda. Cler levantou, foi até ele e disse:
- Já de pé?
- Já, não consegui dormir  direito.
- Não se preocupe, vai dar tudo certo.
   Rodollfh deu sorriso meio desanimado para Cler.
-Sabe, eu queria ir na cachoeira. Já passou o inverno e deve estar lindo. 
Você acha que vai dar tempo? - disse ele.
- Claro, vamos nos arrumar logo que dá.
   E lá foram os dois para o lago. Ao chegarem lá, os dois se sentaram no chão mesmo sem se importar.
- Está lindo não é mesmo? - disse Rodollfh admirando o lugar.
- Está maravilhoso!
- Se eu pudesse eu morava aqui.
- E por que não?
- Verdade. Quer saber? Quando isso tudo acabar eu vou mandar construir uma cada aqui. O que acha?
- Vai ser incrível.
- Imagina o Davi correndo aqui...
   E os dois começaram a rir.
- Eu mau espero... - disse Cler.
- Eu também...
   Os dois ficaram conversando um tempo, fazendo planos. Até que Cler espantada disse:
- Nossa! Vamos nos atrasar...
   E os dois saíram em disparada. Quando chegaram no conselho todos já estavam a sua espera.
- Pensei que tinha fugido.  - disse Pablo.
- Eu não sou você.  - disse Rodollfh se sentando na cadeia dos réus.
   Cler se sentou do entre Fernando e Pedro. E Fernando perguntou para ela:
- Onde vocês estavam? Até eu pensei que vocês tinham fugido.
- Só fomos eu lugar e acabamos perdendo a hora.
- O Conselho está em sessão.  - disse um dos juízes.
- Eu não entendo quantos juízes são?... - disse Pedro.
- Uma sessão do Conselho é constituída de 5 juízes. Mas, só um deles é responsável pelo caso. No caso é o Pablo. - disse Cler.
- Infelizmente,  pois ele vai fazer de tudo para acabar com Rodollfh. - disse Fernando.
- Silêncio! - disse um outro juiz.
- Acusação pode começar. - disse Pablo.
   O julgamento durou o dia inteiro,  e não estava bem para o lado de Rodollfh. Quando chegou 7 horas da noite Pablo bateu o martelo e disse:
- Por hoje o Conselho entra em recesso. Amanhã será finalizado.
   Todos se levantaram e Fernando abraçou Rodollfh. E Pablo se aproximou e disse:
- Boa sorte amanhã,  vai precisar,  pois vai ficar pior, muito pior.
- Vai mesmo, pra você.  - disse Cler.
   No dia seguinte, Cler e Rodollfh não chegaram atrasados. E do lado de fora tinha muita gente do reino dando apoio para Rodollfh. Rodollfh estava muito nervoso e Fernando disse:
- Vai ficar tudo bem.
   E o Conselho entrou em sessão. As coisas estavam cada vez piores para Rodollfh, foram incrementadas acusações, como por exemplo que ele não cuidava de seu povo. Várias testemunhas que perderam parentes deporam, uns deporam a favor de Rodollfh,  outros contra. O advogado de Rodollfh já estava começando a ficar preocupado.
   Quando já estava perto de acabar Pablo disse:
- Como última testemunha vamos chamar você Cler.
   Todos ficaram surpresos. Cler se levantou, foi até a cadeira que ficava perto dos juízes e se sentou.
- Então Cler,  você não tem pai e nem mãe certo? - disse Pablo.
- Certo.
- E por quê?
- Faça uma pergunta mais clara, por favor.  - disse Cler,  pois já sabia de algumas coisas sobre por causa dos livros que leu.
- Como eles morreram?
- Minha mãe morreu assassinada e uma semana depois meu pai.
- Você não respondeu minha pergunta. Vou deixar ela mais clara. Por qual motivo e quem mandou?
   Cler olhou para Rodollfh e sua tia Urlo, pensou por alguns segundos e disse bem baixinho:
- O rei.
- Me desculpe, mas pode dizer mais auto?
- O rei, antes dele ser um homem bom.
- E por qual motivo?
- Nenhum.
- Está me dizendo que eles eram pessoas honestas e mesmo assim os cavaleiros de Rodollfh os mataram?
- Bem, como eu disse o rei de antes...
- Só responda sim ou não.  - cortou Pablo.
- Sim.
- E você não tem tio também,  certo?
- Sim.
- E por quê?
- Também foi assinado. Mas se me permite dizer...
- Na verdade não.  - a cortou Pablo de novo.
- Protesto! - disse o advogado.  - Ela tem o direito de falar.
- Tudo bem, continue. - disse Pablo.
- Bem, como eu dizia. A , morte do meu tio foi acidental. Tanto que Rodollfh foi ao enterro e puniu o cavaleiro.
- Como ele o puniu?
- O expulsou.
- Você sente algum tipo de raiva dele?
- Sentia antes, mas agora não.
- O quê fez você mudar de ideia?  - disse ele com intenção de que Cler falasse que namora Cler.
- Duas palavras muito conhecidas,  mas pouco praticadas.
- Qual?
- Perdão e compaixão.
   Pablo ficou com muita raiva de Cler,  pois sabia que ela era a chave para a salvação de Rodollfh.
- É só. Obrigado. - disse ele dispensando Cler antes que salvasse Rodollfh.
- Espere. - disse o advogado,  pois também havia percebido que era de Cler que eles precisavam. - Quero fazer umas perguntas.
- Não vamos abusar senhor. - disse Pablo.
- Tudo bem, eu quero responder.  - disse Cler.
- Você hoje, considera Rodollfh um bom homem? - disse o advogado.
- A pessoa que ele é hoje sim. Um bom homem, rei e irmão.
- Na sua opinião ele está arrependido?
- Sim.
- Você acha que ele merece uma segunda chance?
- Nem todo mundo merece, mas Rodollfh merece muito.
- Você perdoaria ele?
- Sim. E já perdoei.
- Obrigado. Pode ir para o seu lugar.
   Os juízes se reuniram por uma hora, pois os juízes estavam bem divididos. Até que ás 6 horas da tarde,  finalmente os juízes apareceram.
- O Conselho chegou em uma decisão.  - disse Pablo que continuou. - O Conselho declara rei Rodollfh Stiven culpado e com a pena de morte aberta.
- Protesto! - disse o advogado.  - Podemos até aceitar que ele é culpado, mas pena de morte por causa de roubo...
- Não foi só por causa disso. Teve muitas outras acusações,  vocês viram. - disse um dos juízes.
- Mas isso ainda não é explicação.  - insistiu o advogado.
- Foram 5 testemunhas. Só 2 foram a favor. - disse o juiz.
- Mas e todas aquelas pessoas lá fora? - disse o advogado desesperado.
   O juiz ficou calado e quem tomou conta da palavra foi Pablo, que disse:
- Decisão foi tomada. Não a questione. Levem ele para a cela.
   E os guardas pegaram Rodollfh para por na cela, e Cler não aguentou ficar calada e disse:
- Vocês não podem ignorar isso! Vocês não podem levar ele!
- Acalme-se  Cler! - disse Fernando.
- Eu não quero!
- Escute ele, ou vai querer ir junto com ele e também ter a pena de morte? Posso providenciar.  - disse Pablo com ar de sarcasmo. 
- Seu idiota! Eu vou acabar com você!  - gritou Cler.
   Pablo sorriu e foi embora. Levaram Rodollfh e Fernando, Sarah, Urlo, William e Pedro levaram Cler.
   Todos estavam revoltados. Era óbvio que tinha dedo do Pablo. No dia seguinte de manhã, receberam uma carta dizendo que no dia seguinte às 8 horas da manhã,  iriam executar Rodollfh, na praça do centro da cidade. Todos se espantaram, pois a  muito tempo não se fazia mais isso.
   No dia seguinte todos já sabiam que ia ser a execução de Rodollfh. Todos desceram de preto. Todos se espantaram, pois Cler em nenhum momento chorou nem se quer lagrimou. Antes de irem para a praça dois parentes têm o direito de se despedir, então foram Fernando e Cler.
   Ao Fernando e Cler entrarem, Fernando logo abraçou Rodollfh e disse:
- Meu irmão,  eu sinto muito.
- Está tudo bem. Eu fui feliz, eu vou tranquilo,  pois sei que você me perdoa e isso o que importa.
- Eu tenho orgulho de você.
   Os dois se abraçaram de novo chorando e Rodollfh sussurrou algo no ouvido de Fernando, Fernando se afastou disse:
- Bom, vou deixar vocês a sós.
   Cler estava ainda em pé do lado da porta, Rodollfh olhou para ela e disse:
- Você não vai chegar perto?
   Cler se aproximou e ele disse:
- O que está passando por essa sua cabecinha?
- Que antes o maior sonho era ver você assim, prestes a morrer e agora...
   Rodollfh pegou em seu rosto e disse:
- Está tudo bem, fico feliz em saber que me perdoa. Quero dizer aquilo que você disse no Conselho era verdade,  não é?
- Claro que sim.
- Só saiba que fico feliz também que os meus últimos dias e momentos tenha sido com você. Saiba que eu fui feliz com você como eu nunca fui.
- Eu não vou deixar você ir. Eu não vou deixar isso acontecer.
- Vai ficar tudo bem, Fernando vau cuidar de você.
- Não podemos deixar ele vencer.
- Ele não venceu.
- Como assim?
   Rodollfh sorriu. Os guardas chegaram e disseram:
- Acabou, hora de ir.
   Cler olhou para Rodollfh,  e ele a beijou. Cler ia saído e ele gritou bem alto:
- Não se esqueça vai ficar tudo bem e eu te amo!
   Os dois foram para a praça onde a cidade toda estava. Não demorou muito,  Rodollfh chegou. Os juízes que tinham que estar presente já estavam presente.
   Todos se posicionaram e quando iam cortar a cabeça de Rodollfh ele olhou para frente e não viu Cler, ele fechou os olhos e se ouviu um grito!
- Espera!
   Era Cler que subiu no palco e disse:
- Esperem, não façam isso!
- O que ela faz aqui? O que você faz aqui Cler?! - disse Pablo.
- Eu vim aqui para não deixar algo tão injusto acontecer. Você disse que de 5 pessoas só duas foram a favor dele, e eu estou aqui para mostrar que não. Tem muitas pessoas aqui que perdoaram Rodollfh.
- Então você quer fazer outro julgamento? - disse Pablo.
- Sim.
- Você não pode fazer isso!
- Na verdade posso. Está  na lei, é a lei nº 136. Passei a noite lendo a respeito.
- Ela está certa. - disse outro juiz.
- Bem como eu dizia.  - continuo ela - Eu também odiava o Rodollfh, mas aprendi muito com duas palavras "PERDÃO" e " COMPAIXÃO". Essas duas palavras podem ensinar a todos nós coisas que nem podem imaginar. Podem trazer tantas coisas boas que mau vão poder contar. Essas podem até fazer milagre. Pode abrir portas que você ne, poderia imaginar que um dia se abririam para você,  ou até que você nem sabia que existia. Essas duas palavras são mágicas e podem mudar o mundo. E apesar de terem tanto poder, porem ajudar tanto são simples palavras,  que por serem simples palavras são esquecidas, deixadas de canto. Mas verdade é que se você usar elas, na verdade usar, abusar, se jogar e se melecar com elas vão se sentir e ser seres humanos melhores.
   E Cler fechou o caderno que tinha nas mãos.
- Foi quando eu li isso que eu percebi o quanto eu estava sendo horrível, e que não perdoar é ser pior do que fazer coisa errada, não importa o quê. E quando eu deixei isso tomar conta de mim eu comprovei que era tudo verdade, e isso mudou a minha vida. Ganhei um grande amor, um futuro felicidade e o mais importante,  paz de espírito. - Cler deu uma pausa e continuou. - Então, podemos chegar em outra solução,  sem machucar ele, e também ele já provou que mudou e que vocês não vão se arrepender se derem essas chance à ele.
- Tudo bem chega! - disse Pablo.
- Calma. Bem, então chegou a hora. Quem vota a favor do Rodollfh? !!
   E todos gritaram e aplaudiram incondicionalmente. Até os juízes se levantaram e aplaudiram e um deles disse:
- Então é óbvio. Rodollfh Stiven é inocente! 
   Rodollfh foi libertado das algemas e quando os guardas estavam destrancando o que prendia o pescoço, Rodollfh fez mimica com a boca dizendo para  Cler:
- Obrigado. Eu te amo.
- Eu também te amo. - disse Cler do mesmo modo.
   Mas, o impensável ocorreu. Pablo gritou:
- Nãoooo!
   E puxou a espada do guarda e cortou a cabeça de Rodollfh. Espichou sangue para todo o lado. Ninguém acredito o que havia acontecido ali diante dos olhos de todos. Os guardas correram e prenderam Pablo que dava altas risadas e gargalhadas para quem quisesse ouvir. Cler ficou imóvel sem tirar os olhos de Rodollfh.  Fernando e Pedro subiram o palco e foram amparar Cler. William ficou com Sarah e Urlo. Assim que tocaram em Cler, ela desabou no chão e começou a chorar. Os dois levantaram ela  do chão e tentaram puxar Cler para irem embora, mas Cler não queria ir e resistia. Quando conseguiram tirar Cler lá de cima, ela se abraçou com Pedro e ele a abraçou forte. Todos entraram no carro e foram embora, pois todos iriam em cima deles e Cler estava muito desesperada.






rei Rodollfh

CAP. 7: O PLANO DE PABLO EM AÇÃO.


  Um mês se passou e o inverno já havia passado. Cler e Rodollfh já estavam planejando o casamento. E o julgamento estava batendo à porta, literalmente, pois, naquele dia chegou a carta convocando Rodollfh para depois de três dias se apresentar ao júri.
    Mais tarde naquele mesmo dia, quando Rodollfh estava na varanda de seu quarto, e Cler se aproximou e disse:
- Como você está?
- Bem, eu acho.
- Vai ficar tudo bem.
- Espero que esteja certa. Sabe, eu estava pensando em ir na cidade, sabe, pode ser a minha última visita como rei.
- Não fala isso!
- Agora eu percebo o quanto eu era idiota, um povo tão bom, feliz, trabalhador, paciente e eu mau tratando eles... Sabe, talvez eu mereça isso tudo...
- Mas você merece uma segunda chance, e está provando que é um bom rei.
- É isso o que você acha?
- Mas é claro!
   Os dois deram um singelo sorriso, e Rodollfh diz:
- Então,  você me acompanha?
- Claro que sim. Mas eles vão cobrar explicações.
- Eu sei, estou preparado. Eu só preciso que você esteja do meu lado.
- Eu sempre estarei. Nem precisava pedir. - disse Cler pegando na mão de Rodollfh.
   No dia seguinte os dois se arrumaram e foram para a cidade e William foi junto.
   Ao chegar na cidade, desde o início da cidade, todos já olhavam para Rodollfh, que estava à cavalo. Rodollfh saudava à todos. Quando chegaram ao centro da cidade, quando Rodollfh saudou um homem, ele lhe falou:
- Como você tem a ousadia de vir aqui? Veio só para puxar saco, porque está encrencado!
- Me desculpe, mas não. Eu vim visitar a  cidade.
- Agora? Não adianta mais.
- Fale por si. Ele fez muita coisa boa por todos nós. - disse Cler.
- O quê? Ele matou tanta gente!
- O passado não é possível mudar, mas sim o presente. Ele se arrepende, e melhorou a vida de todos! - disse Cler ainda defendendo Rodollfh.
    Todos começaram a comentar tudo o que eles estavam falando, uns estavam do lado de Rodollfh e outro do lado do tau homem. De repente,  uma mulher surge e também resolve falar.
- Você só defende ele porque ele é seu namorado! - disse ela.
- Todos sabem o quanto eu odiava ele, vocês se lembram que eu  joguei ele do cavalo? Então, eu não estaria defendendo ele, se ele não estivesse arrependido.
- Eu concordo! - gritou uma mulher.
- Eu acho que ele deveria ser deposto! - disse outro.
   Assim virou uma confusão de pessoas discutindo quem estava certo e quem estava errado. De repente se ouve uma voz falando bem alto:
- Eu admito!
   Era Rodollfh,  que estava em cima de um pequeno palco que ficava no centro. Assim que todos olharam para ele, ele continuou:
- Eu admito, eu sempre fui um péssimo rei, mas agora eu estou arrependido! Ontem mesmo eu estava dizendo para uma pessoa muito especial que eu gosto muito, que eu era um idiota. Tinha o povo perfeito e nem ligava para ele, o desprezava,  o tratava como animais. E essa pessoa me disse que todos precisam de uma segunda chance. Apesar de eu também não me achar perdoável,  eu acredito no que ela me disse. Prova disso é que só quem a conhecia sabia o quanto ela me odiava e o quanto,  e hoje tudo o que eu peço é uma oportunidade, é uma segunda chance, para mostrar a vocês que qualquer pessoa pode mudar, de uma pessoa que perdeu o pai, a mãe e o tio e que só pensava em vingança,  até um rei que nunca teve alguém que chegasse e dissesse o que era errado ou não, como devia agir ou não, até um povo que perdeu a confiança em seu rei. Obrigado!
   Rodollfh desceu, subiu no cavalo, e olhou para frente e viu Urlo e Pedro. Ele ficou olhando um pouco e foram embora os três.  assim que se viraram todos também foram embora. No mesmo dia naquela noite Rodollfh teve uma ideia, ele iria abrir o castelo para um piquenique para o povo, Cler adorou a ideia e desde já Cler, Rodollfh e William já planejavam o piquenique. No dia seguinte de manhã os cavaleiros foram até cidade convidar à todos. Quase todos foram. Urlo, Pedro Fernando e Sarah foram para ajudar. Rodollfh fez questão de ajudar  servir a comida. As crianças se divertiram muito montando nos cavalos, com a ajuda dos cavaleiros. Havia muita comida, e todos estavam se divertindo. Fernando sugeriu à Rodollfh que dissesse algo. Então Rodollfh pediu a atenção de todos e disse:
- Eu gostaria de agradecer à todos por virem. Espero que estejam gostando de tudo. Mais uma vez obrigado!
   Todos aplaudiram.





quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Olá..
Eu estou aqui mais uma vez, pra pedir pra vocês que participem com os seus comentários, opiniões,
pois, é importante pra mim e pro livro, para mim saber se eu estou no caminho certo do livro, e se o livro está dentro da expectativas de vocês.
Bem, é isso...
Bjoks

Rei Rodollfh: CAP. 6: O FIM DO MISTÉRIO.


rei Rodollfh

CAP. 6: O FIM DO MISTÉRIO.


 Se passou dois dias e no castelo a cada dia que passava Rodollfh estava mais triste. Chegou até a dar febre nele. Não queria nem sair do quarto. Até que William entrou no quarto, sem nem mesmo bater na porta. Ele abriu a porta, entrou, Rodollfh ficou olhando para ele, William se aproximou e disse:
- Eu não suporto mais, você fez muita coisa por mim, não me importa as consequências, eu vou contar a verdade.
- Que verdade?8
- Eu fiz isso de propósito para você brigar com Cler.
- O quê? Por quê?
- Porque eu sou o informante.
- O quê? Como pôde?
- Olha eu explico tudo depois, mas agora você tem algo mais importante para fazer.
- O quê?
- Ir atrás da Cler.
   Rodollfh olhou para William e saiu correndo e William correu atrás. Rodollfh chegou lá em baixo, pediu seu cavalo o mais rápido possível e saiu em disparada para a cidade e William foi junto em outro cavalo.
   Na cidade todos se surpreenderam com a presença de Rodollfh e ainda mais acompanhado somente por William.
   Ele chegou na porta da casa de Urlo e gritou pelo nome de Cler.
    Cler ouviu, e foi com sua tia até a porta e quando abriu deu de cara com Rodollfh, que desceu do cavalo e sem se importar com as pessoas olhando lhe sacou um beijo. Todos se surpreenderam. Rodollfh disse em seguida:
- Me perdoa?
   E Cler ficou olhando para ele um pouco e lhe deu outro beijo. Urlo sorria. Ele disse para Urlo:
- Vou roubar ela um pouquinho.
Então ele subiu no cavalo e lhe estendeu a mão William desceu do cavalo para ajudar Cler a subir. Os dois subiram e foram embora no cavalo e William  logo atrás, sem  dar nenhuma palavra para as pessoas da vila.
   Cler e Rodollfh foram em direção à floresta e William foi para o castelo. No meio do caminho Cler pergunta:
- Onde vamos?
- Em lugar que eu ia quando criança.
   Cavalgaram mais um pouco, até que chegaram em um lugar onde tinha uma cachoeira  com água cristalina e grama bem verdinha. Havia umas pedras e rochas lindas, árvores com galhos cheios de neve.
   Os dois desceram do cavalo, Rodollfh ajudou Cler a descer, pegou seu casaco e pôs no chão se sentaram, e Cler disse:
- Que lugar lindo!
- Eu vinha sempre aqui quando pequeno. Foi aqui que eu fiquei quando 
meu pai morreu. Não tive coragem de ir no enterro, apesar de ter achar que estava sendo egoísta por deixar minha mãe só, mas acho que ela ia sofre mais comigo lá, pois eu acho que não suportaria ser forte para ela. Sabe esse lugar me lembra você.
- Por quê?
- Porque não importa em que época está, esse lugar sempre está lindo.
   Cler olhou para ele e sorriu.
- Sabe minha mãe iria gostar de você. - disse ele.
- Como você sabe?
- Porque ela sempre disse que ela gosta de tudo o que me faz feliz. Minha mãe era maravilhosa um doce de pessoa. Depois que meu pai morreu que ela ficou mais dura. Acho que para continuar o "legado" do meu pai. Acho que ela se sentia mais próxima dele. Mas em casa ela nunca deixou de ser assim, tão meiga e doce.
   Cler sorriu e disse:
- Por que você está me contando tudo isso?
- Eu sei que você está esperando "desculpas" ou algo parecido...mas eu não sei o que dizer, o que eu fiz foi terrível, culpar você... Eu estou extremamente arrependido, eu não sei o que eu faria se você não tivesse me perdoado.
   Cler pôs a mão no ombro e depois no rosto de Rodollfh e disse:
- Tá tudo bem. Eu te entendo, somos iguais lembra?
   Rodollfh colocou a mão no bolso e puxou o anel, pegou a mão de Cler e disse a ela:
- Você ainda quer passar o resto da sua vida comigo?
- É claro!
   Rodollfh pôs o anel no dedo de Cler e a beijou. E lá, passaram um tempão admirando o lugar.
Mais  tarde quando voltaram para o castelo, Rodollfh contou para Cler  sobre William. Aos dois chegarem no castelo foram para a lareira do quarto, pois estava muito frio. Se deitaram no sofá que ficava na frente da lareira e Rodollfh disse:
- Cler, quantos filhos você quer ter?
- Não sei. E você?
- Também não sei. Nem sei se eu vou ser um bom pai.
- Mas é claro que vai ser.
- Bem eu sei que você vai ser uma excelente mãe, esposa e rainha.
- Rainha?- disse Cler se levantando.
-Sim.
- Eu ainda não tinha pensado nisso. - e Cler se deitou de novo.
   Nesse momento William bate na porta e Rodollfh o manda entrar. Ao entrar os se sentaram no sofá para conversar com William. E William já foi indagando:
- Eu posso explicar tudo.
- Tudo bem nós vamos ouvir. - disse Rodollfh.
-  Olha, a casa da minha mãe fica no reino de Pablo e ele ameaçou despejá-los a não ser que eu trabalhasse para ele. Mas eu juro que não passei informações sigilosas, eu só disse besteira. Mas ai, ele mandou eu separar você de Cler para você se distrair. Olha, eu acho que ele está aprontando alguma.
- Tudo bem William. Mas devia ter pedido ajuda. - disse Rodollfh
- O importante é que ele confessou e se arrepende. E fez a coisa certa. - disse Cler.
- Obrigado. - 3disse William.
- Bem tenho que avisar o Fernando que está tudo bem. Vou mandar uma carta.- disse e Rodollfh indo em direção à escrivaninha.
- Bem, eu vou mandar buscar as coisas da Cler. - disse William indo em direção à porta.
   No mesmo dia, mais atarde, quase na hora do jantar, Rodollfh teve uma surpresa. Ele estava no quarto quando William le falou que Fernando estava na sala de estar esperando para falar com ele. Rodollfh desceu, e seu irmão logo foi lhe saldando:
- Olá irmão. - disse ele abraçando Rodollfh.
- Olá, não que sua visita não seja boa, mas o que faz aqui?
- Eu recebi sua carta e fico feliz por termos descoberto tudo, mas eu tinha que responder pessoalmente.
   Cler e William foram com eles dois para o escritório para conversar.
- Então, o que tem para contar? - disse Rodollfh já curioso.
- O Pablo entrou para o Conselho. - disse Fernando.
- E isso tem importância? - disse Rodollfh.
- Eu esperava que William respondesse isso para mim. - disse Fernando.
- Eu? Bem, eu sei que ele tá aprontando alguma, mas não sei, ele não confiava em mim, ele só me ameaçava. - disse William.
- Por falar no assunto. Como vai sua família? - disse Fernando.
- Bem, já estão a caminho. Devem chegar aqui amanhã de manhã. Obrigado pela preocupação. - disse William.
- Bem, eu não sei o que ele está aprontando, mas estaremos prontos. - disse Rodollfh.
- Bem, eu só vim para conversar sobre isso. Pois nunca se sabe o que o Pablo é capaz, ainda mais que ele agora é do Conselho, ele tem mais poder. - disse Fernando.
- Bem, você vai jantar conosco, não é mesmo? - disse Rodollfh.
- Não sei se devo, não quero incomodar. - disse Fernando.
- Vai nada, você é meu irmão. - disse Rodollfh.
- É você é nosso convidado. - disse Cler. - Fazemos questão.
   Uma semana depois, Cler e Rodollfh estavam lá fora treinando a espada. Depois disso, entraram e se sentaram no sofá na beira da lareira, pois ainda era inverno e nevava. Ao se sentarem Rodollfh diz a Cler:
- Sabe, eu estava pensando. Eu gosto do nome Davi.
- Você quer dizer que quer um menino? - disse Cler brincando.
- Bem, não posso evitar, eu sou rei, sabe como é...
   E os dois começaram a rir. Mas é interrompido porque William bate na porta, Rodollfh manda ele entrar. William entra com a maior cara de preocupado.
- O que ouve? - disse Rodollfh quando percebeu a cara que ele estava fazendo.
- É que acabou de chegar essa carta para você. - disse William.
   Rodollfh pegou a carta das mãos de William, e a abriu.
- É do Conselho. - disse Rodollfh.
   Rodollfh a leu atentamente fazendo a testa. E quando acabou de ler Cler pergunta:
- E então, o que está escrito?
- Eles querem uma audiência. - disse Rodollfh não acreditando
- Por quê? - disse Cler assustada.
- Estão me acusando de desvio de dinheiro.
- Como é? - disse William.
- Isso mesmo, está escrito aqui.
- Deixa eu ver isso. - disse Cler puxando a carta das mãos de Rodollfh.
- Então é isso mesmo Cler? - disse William.
- É exatamente isso. - disse ela.
- Eu disse. - disse Rodollfh não acreditando. - Olha eu posso ter sido um péssimo rei, mas eu nunca roubei um tustão desse reino. Eu nunca faria isso.
- Nós sabemos. - disse William.
- Espera, olha quem é o juiz responsável. - disse Cler dando a carta nas mãos de Rodollfh.
  Rodollfh olhou atentamente e disse:
- Eu não acredito. Esse cretino!
- Quem? O que ouve? - disse William.
- Então era isso que ele estava tramando. O Pablo, William, o Pablo. Ele é o juiz responsável.
- Esse... Esse... - disse William sem palavras.
-  Não é melhor mandar uma carta pra Fernando avisando?
- Boa ideia Cler. - disse Rodollfh se levantando.
   No dia seguinte, Rodollfh recebeu uma carta de seu irmão Fernando que dizia que ele e a esposa estavam indo para o castelo de Rodollfh para acompanhar tudo de perto e dar apoio para Rodollfh. No mesmo dia, no início da noite, Fernando chegou com sua esposa.
   Três dias depois, no dia que Rodollfh iria se apresentar no tribunal, todos estavam nervosos. Pois se fosse provado que haveria o que investigar, Rodollfh teria  que ser investigado, mas apesar de ser inocente Pablo é capaz de tudo, até conseguir provar coisas que não existem.
   Minutos antes de saírem para ir ao tribunal do Conselho, Cler estava no quarto ajudando Rodollfh na gravata.
- Pronto. - disse Cler ao acabar de amarrar a gravata de Rodollfh.
- Cler, eu estava pensando. Quando essa confusão toda acabar, o que você acha de nós assumimos de vez o nosso noivado e marcar o casamento?
- Você só pode está brincando, é claro que sim. Eu amei a ideia.
- Vamos, já estão todos esperando lá fora! - gritou William do corredor.
   Os dois desceram, e ao chegar lá fora, Pedro estava lá.
- Olá. - disse ele.
- Oi, o que faz aqui? - disse Cler com um sorriso no rosto.
- Eu soube que o Rodollfh vai ter que se apresentar para o Conselho, e então vim dar uma força.
- Mesmo? Muito obrigado. - disse Rodollfh apertando a mão de Pedro.
- Mas como você soube? - disse Fernando.
- Todo o reino está falando. - disse Pedro.
- Espero que não me suje com eles. - disse Rodollfh preocupado.
- Não se preocupe, vai dar tudo certo. - disse Cler.
- A tia Urlo queria vir, mas ela tinha umas encomendas de bolos e não deu, mas ela mandou dizer que ela também mandou boa sorte. - disse Pedro.
- Bem, temos que ir. - disse William.
- Gostaria de vir conosco Pedro? - disse Cler.
 - Bem, se eu não for atrapalhar...
- Não vai não. - disse Rodollfh.
   E todos subiram no carro, pois ficava um pouco distante para ir de carruagem. Ao chegar no Conselho Rodollfh teve que esperar um pouco. Depois chegou a vez dele. Ele teve que entrar só. Cler, Fernando, Sarah, William e Pedro tiveram que ficar esperando em uma sala. Se passaram 2 horas e meia e Rodollfh saiu da sala, todos estavam ansiosos para saber o que foi decidido.
- E então? - disse Cler.
- Eu... Eu... Eu vou ser investigado. - disse ele abalado.
  Ninguém acreditou. Todos abraçaram Rodollfh, até que Pablo entra na sala. Todos ficaram encarando Pablo, pois não sabiam o que ele fazia ali.
- Calma. Eu só vim falar com o meu primeiro e segundo casal preferido. - disse Pablo com ar de sarcasmo.
- Você é um... - dizia Cler quando foi interrompida por Fernando.
- Diz logo o que quer?
- Eu já disse. - insistiu Pablo.
- Olha, sabemos o que você veio fazer, mas não vai funcionar. - disse Fernando.
- Tudo bem, eu já estou indo. Pelo visto amizade não mais bem vinda hoje em dia. - disse ele se afastando.
- Você quer saber? - disse Cler chegando perto e ficando cara a cara com ele - Eu cansei de você. Você pode ter vencido a batalha,  mas a guerra você só vence por cima do meu cadáver.
- Nossa! Isso foi uma ameaça?  - disse ele.
   Cler estava com muita raiva e morrendo de vontade de pular no pescoço dele, e Rodollfh já percebendo isso, puxou Cler.
- Bem eu tenho que ir. Afinal, eu tenho o meu primeiro julgamento.  com licença. - disse Pablo saindo.
- Mas que cara mais insuportável. - disse Sarah.
- È, ele é um lixo. - disse Cler.
- Calma, é isso o que ele quer. - disse Rodollfh.
- Ele quer é morrer. - disse Cler.

- Cler, ele tem razão. É isso o que ele quer. - disse Pedro.