rei Rodollfh
CAP. 6: O FIM DO MISTÉRIO.
Se passou dois dias e no castelo a
cada dia que passava Rodollfh estava mais triste. Chegou até a dar febre nele.
Não queria nem sair do quarto. Até que William entrou no quarto, sem nem mesmo
bater na porta. Ele abriu a porta, entrou, Rodollfh ficou olhando para ele, William
se aproximou e disse:
- Eu não suporto mais, você fez muita coisa por mim, não me importa as
consequências, eu vou contar a verdade.
- Que verdade?8
- Eu fiz isso de propósito para você brigar com Cler.
- O quê? Por quê?
- Porque eu sou o informante.
- O quê? Como pôde?
- Olha eu explico tudo depois, mas agora você tem algo mais importante para
fazer.
- O quê?
- Ir atrás da Cler.
Rodollfh olhou para William e saiu
correndo e William correu atrás. Rodollfh chegou lá em baixo, pediu seu cavalo o
mais rápido possível e saiu em disparada para a cidade e William foi junto em
outro cavalo.
Na cidade todos se surpreenderam
com a presença de Rodollfh e ainda mais acompanhado somente por William.
Ele chegou na porta da casa de
Urlo e gritou pelo nome de Cler.
Cler ouviu, e foi com sua tia até
a porta e quando abriu deu de cara com Rodollfh, que desceu do cavalo e sem se
importar com as pessoas olhando lhe sacou um beijo. Todos se surpreenderam.
Rodollfh disse em seguida:
- Me perdoa?
E Cler ficou olhando para ele um
pouco e lhe deu outro beijo. Urlo sorria. Ele disse para Urlo:
- Vou roubar ela um pouquinho.
Então ele subiu no cavalo e lhe estendeu a mão William desceu do cavalo
para ajudar Cler a subir. Os dois subiram e foram embora no cavalo e
William logo atrás, sem dar nenhuma palavra para as pessoas da vila.
Cler e Rodollfh foram em direção à
floresta e William foi para o castelo. No meio do caminho Cler pergunta:
- Onde vamos?
- Em lugar que eu ia quando criança.
Cavalgaram mais um pouco, até que
chegaram em um lugar onde tinha uma cachoeira
com água cristalina e grama bem verdinha. Havia umas pedras e rochas
lindas, árvores com galhos cheios de neve.
Os dois desceram do cavalo,
Rodollfh ajudou Cler a descer, pegou seu casaco e pôs no chão se sentaram, e
Cler disse:
- Que lugar lindo!
- Eu vinha sempre aqui quando pequeno. Foi aqui que eu fiquei quando
meu pai morreu. Não tive coragem de ir no enterro, apesar de ter achar que
estava sendo egoísta por deixar minha mãe só, mas acho que ela ia sofre mais
comigo lá, pois eu acho que não suportaria ser forte para ela. Sabe esse lugar
me lembra você.
- Por quê?
- Porque não importa em que época está, esse lugar sempre está lindo.
Cler olhou para ele e sorriu.
- Sabe minha mãe iria gostar de você. - disse ele.
- Como você sabe?
- Porque ela sempre disse que ela gosta de tudo o que me faz feliz. Minha
mãe era maravilhosa um doce de pessoa. Depois que meu pai morreu que ela ficou
mais dura. Acho que para continuar o "legado" do meu pai. Acho que
ela se sentia mais próxima dele. Mas em casa ela nunca deixou de ser assim, tão
meiga e doce.
Cler sorriu e disse:
- Por que você está me contando tudo isso?
- Eu sei que você está esperando "desculpas" ou algo
parecido...mas eu não sei o que dizer, o que eu fiz foi terrível, culpar
você... Eu estou extremamente arrependido, eu não sei o que eu faria se você
não tivesse me perdoado.
Cler pôs a mão no ombro e depois
no rosto de Rodollfh e disse:
- Tá tudo bem. Eu te entendo, somos iguais lembra?
Rodollfh colocou a mão no bolso e
puxou o anel, pegou a mão de Cler e disse a ela:
- Você ainda quer passar o resto da sua vida comigo?
- É claro!
Rodollfh pôs o anel no dedo de
Cler e a beijou. E lá, passaram um tempão admirando o lugar.
Mais tarde quando voltaram para o
castelo, Rodollfh contou para Cler sobre
William. Aos dois chegarem no castelo foram para a lareira do quarto, pois
estava muito frio. Se deitaram no sofá que ficava na frente da lareira e
Rodollfh disse:
- Cler, quantos filhos você quer ter?
- Não sei. E você?
- Também não sei. Nem sei se eu vou ser um bom pai.
- Mas é claro que vai ser.
- Bem eu sei que você vai ser uma excelente mãe, esposa e rainha.
- Rainha?- disse Cler se levantando.
-Sim.
- Eu ainda não tinha pensado nisso. - e Cler se deitou de novo.
Nesse momento William bate na
porta e Rodollfh o manda entrar. Ao entrar os se sentaram no sofá para conversar
com William. E William já foi indagando:
- Eu posso explicar tudo.
- Tudo bem nós vamos ouvir. - disse Rodollfh.
- Olha, a casa da minha mãe fica no
reino de Pablo e ele ameaçou despejá-los a não ser que eu trabalhasse para ele.
Mas eu juro que não passei informações sigilosas, eu só disse besteira. Mas ai,
ele mandou eu separar você de Cler para você se distrair. Olha, eu acho que ele
está aprontando alguma.
- Tudo bem William. Mas devia ter pedido ajuda. - disse Rodollfh
- O importante é que ele confessou e se arrepende. E fez a coisa certa. -
disse Cler.
- Obrigado. - 3disse William.
- Bem tenho que avisar o Fernando que está tudo bem. Vou mandar uma carta.-
disse e Rodollfh indo em direção à escrivaninha.
- Bem, eu vou mandar buscar as coisas da Cler. - disse William indo em
direção à porta.
No mesmo dia, mais atarde, quase
na hora do jantar, Rodollfh teve uma surpresa. Ele estava no quarto quando
William le falou que Fernando estava na sala de estar esperando para falar com
ele. Rodollfh desceu, e seu irmão logo foi lhe saldando:
- Olá irmão. - disse ele abraçando Rodollfh.
- Olá, não que sua visita não seja boa, mas o que faz aqui?
- Eu recebi sua carta e fico feliz por termos descoberto tudo, mas eu tinha
que responder pessoalmente.
Cler e William foram com eles dois
para o escritório para conversar.
- Então, o que tem para contar? - disse Rodollfh já curioso.
- O Pablo entrou para o Conselho. - disse Fernando.
- E isso tem importância? - disse Rodollfh.
- Eu esperava que William respondesse isso para mim. - disse Fernando.
- Eu? Bem, eu sei que ele tá aprontando alguma, mas não sei, ele não
confiava em mim, ele só me ameaçava. - disse William.
- Por falar no assunto. Como vai sua família? - disse Fernando.
- Bem, já estão a caminho. Devem chegar aqui amanhã de manhã. Obrigado pela
preocupação. - disse William.
- Bem, eu não sei o que ele está aprontando, mas estaremos prontos. - disse
Rodollfh.
- Bem, eu só vim para conversar sobre isso. Pois nunca se sabe o que o
Pablo é capaz, ainda mais que ele agora é do Conselho, ele tem mais poder. -
disse Fernando.
- Bem, você vai jantar conosco, não é mesmo? - disse Rodollfh.
- Não sei se devo, não quero incomodar. - disse Fernando.
- Vai nada, você é meu irmão. - disse Rodollfh.
- É você é nosso convidado. - disse Cler. - Fazemos questão.
Uma semana depois, Cler e Rodollfh
estavam lá fora treinando a espada. Depois disso, entraram e se sentaram no
sofá na beira da lareira, pois ainda era inverno e nevava. Ao se sentarem
Rodollfh diz a Cler:
- Sabe, eu estava pensando. Eu gosto do nome Davi.
- Você quer dizer que quer um menino? - disse Cler brincando.
- Bem, não posso evitar, eu sou rei, sabe como é...
E os dois começaram a rir. Mas é
interrompido porque William bate na porta, Rodollfh manda ele entrar. William
entra com a maior cara de preocupado.
- O que ouve? - disse Rodollfh quando percebeu a cara que ele estava
fazendo.
- É que acabou de chegar essa carta para você. - disse William.
Rodollfh pegou a carta das mãos de
William, e a abriu.
- É do Conselho. - disse Rodollfh.
Rodollfh a leu atentamente fazendo
a testa. E quando acabou de ler Cler pergunta:
- E então, o que está escrito?
- Eles querem uma audiência. - disse Rodollfh não acreditando
- Por quê? - disse Cler assustada.
- Estão me acusando de desvio de dinheiro.
- Como é? - disse William.
- Isso mesmo, está escrito aqui.
- Deixa eu ver isso. - disse Cler puxando a carta das mãos de Rodollfh.
- Então é isso mesmo Cler? - disse William.
- É exatamente isso. - disse ela.
- Eu disse. - disse Rodollfh não acreditando. - Olha eu posso ter sido um péssimo
rei, mas eu nunca roubei um tustão desse reino. Eu nunca faria isso.
- Nós sabemos. - disse William.
- Espera, olha quem é o juiz responsável. - disse Cler dando a carta nas
mãos de Rodollfh.
Rodollfh olhou atentamente e disse:
- Eu não acredito. Esse cretino!
- Quem? O que ouve? - disse William.
- Então era isso que ele estava tramando. O Pablo, William, o Pablo. Ele é
o juiz responsável.
- Esse... Esse... - disse William sem palavras.
- Não é melhor mandar uma carta pra
Fernando avisando?
- Boa ideia Cler. - disse Rodollfh se levantando.
No dia seguinte, Rodollfh recebeu
uma carta de seu irmão Fernando que dizia que ele e a esposa estavam indo para o
castelo de Rodollfh para acompanhar tudo de perto e dar apoio para Rodollfh. No
mesmo dia, no início da noite, Fernando chegou com sua esposa.
Três dias depois, no dia que
Rodollfh iria se apresentar no tribunal, todos estavam nervosos. Pois se fosse
provado que haveria o que investigar, Rodollfh teria que ser investigado, mas apesar de ser
inocente Pablo é capaz de tudo, até conseguir provar coisas que não existem.
Minutos antes de saírem para ir ao
tribunal do Conselho, Cler estava no quarto ajudando Rodollfh na gravata.
- Pronto. - disse Cler ao acabar de amarrar a gravata de Rodollfh.
- Cler, eu estava pensando. Quando essa confusão toda acabar, o que você
acha de nós assumimos de vez o nosso noivado e marcar o casamento?
- Você só pode está brincando, é claro que sim. Eu amei a ideia.
- Vamos, já estão todos esperando lá fora! - gritou William do corredor.
Os dois desceram, e ao chegar lá
fora, Pedro estava lá.
- Olá. - disse ele.
- Oi, o que faz aqui? - disse Cler com um sorriso no rosto.
- Eu soube que o Rodollfh vai ter que se apresentar para o Conselho, e
então vim dar uma força.
- Mesmo? Muito obrigado. - disse Rodollfh apertando a mão de Pedro.
- Mas como você soube? - disse Fernando.
- Todo o reino está falando. - disse Pedro.
- Espero que não me suje com eles. - disse Rodollfh preocupado.
- Não se preocupe, vai dar tudo certo. - disse Cler.
- A tia Urlo queria vir, mas ela tinha umas encomendas de bolos e não deu,
mas ela mandou dizer que ela também mandou boa sorte. - disse Pedro.
- Bem, temos que ir. - disse William.
- Gostaria de vir conosco Pedro? - disse Cler.
- Bem, se eu não for atrapalhar...
- Não vai não. - disse Rodollfh.
E todos subiram no carro, pois
ficava um pouco distante para ir de carruagem. Ao chegar no Conselho Rodollfh
teve que esperar um pouco. Depois chegou a vez dele. Ele teve que entrar só.
Cler, Fernando, Sarah, William e Pedro tiveram que ficar esperando em uma sala.
Se passaram 2 horas e meia e Rodollfh saiu da sala, todos estavam ansiosos para
saber o que foi decidido.
- E então? - disse Cler.
- Eu... Eu... Eu vou ser investigado. - disse ele abalado.
Ninguém acreditou. Todos abraçaram
Rodollfh, até que Pablo entra na sala. Todos ficaram encarando Pablo, pois não
sabiam o que ele fazia ali.
- Calma. Eu só vim falar com o meu primeiro e segundo casal preferido. -
disse Pablo com ar de sarcasmo.
- Você é um... - dizia Cler quando foi interrompida por Fernando.
- Diz logo o que quer?
- Eu já disse. - insistiu Pablo.
- Olha, sabemos o que você veio fazer, mas não vai funcionar. - disse Fernando.
- Tudo bem, eu já estou indo. Pelo visto amizade não mais bem vinda hoje em
dia. - disse ele se afastando.
- Você quer saber? - disse Cler chegando perto e ficando cara a cara com
ele - Eu cansei de você. Você pode ter vencido a batalha, mas a guerra você só vence por cima do meu
cadáver.
- Nossa! Isso foi uma ameaça? -
disse ele.
Cler estava com muita raiva e
morrendo de vontade de pular no pescoço dele, e Rodollfh já percebendo isso,
puxou Cler.
- Bem eu tenho que ir. Afinal, eu tenho o meu primeiro julgamento. com licença. - disse Pablo saindo.
- Mas que cara mais insuportável. - disse Sarah.
- È, ele é um lixo. - disse Cler.
- Calma, é isso o que ele quer. - disse Rodollfh.
- Ele quer é morrer. - disse Cler.
- Cler, ele tem razão. É isso o que ele quer. - disse Pedro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário