Rei Rodollfh
CAP. 5: UM ALIADO DE PABLO.
De manhã cedo, quando Cler estava
lendo o livro que sua mãe lhe deixou, um dos cavaleiros batem na porta. Cler se
levantou e abriu a porta e ele lhe disse:
- Olá, bom dia. Há um rapas querendo falar com você.
- Comigo? Deve ser o Pedro. Obrigada. – disse Cler fechando a porta e indo
em direção à escada.
Ao chegar lá em baixo, Pedro já
estava dentro do castelo, estava no jardim, com um ramo de flores nas mãos.
- Olá. – disse ele sorridente.
Cler o abraçou e disse:
- Como foi a viagem?
- Foi maravilhosa. Só não como você. - disse ele, e dando o boque para Cler
diz – Isso é pra você.
- Obrigada.
Quando Cler ia pegando o boque
Pedro ia lhe sacando um beijo, e Cler se desviou. Pedro estranhou, pois estavam
namorando, e então disse:
- O que houve Cler?
- Pedro eu tenho que conversar com você.
Cler o levou até uns bancos ali
mesmo no jardim. Ao se sentar Cler diz:
- Olha muita coisa mudou desde que você foi viajar...
- O quê, por exemplo?
- Eu vou ser curta e grossa.
- Anda logo, estou ficando nervoso.
- Eu estou com outra pessoa.
- Como assim?!? – disse ele se levantando.
- Eu estou namorando outra pessoa.
- Quem é?
- Eu não posso dizer.
- Como assim? Primeiro termina comigo e agora não confia em mim...
- Não é isso. É só que... é só que você não vai gostar. Eu fui pega de
surpresa.
- Cler, quem é?
Cler deu uma pausa olhando para
Pedro, se levantou, o olhou nos olhos e disse:
- É o Rodollfh.
Pedro tomou um grande susto e
disse:
- Então você prefere o homem que matou os seus pais, seu tio e meu pai, do
que eu que estou do seu lado?
- Ele mudou. Pode perguntar na cidade. E ele mudou por mim.
- Então você achou romântico e se derreteu por ele!
- Não, é claro que não!
- Olha, eu não quero mais saber!!! – disse ele berrando.
Pedro se virou e foi embora
pisando duro, no meio do caminho parou e disse bem alto:
- Eu vou me vingar, eu juro!!
Rodollfh chegou perto de Cler,
que ficou olhando para o portão, colocou a mão no ombro dela e disse:
- Tudo bem. Vai ficar tudo bem.
No dia seguinte Rodollfh recebeu
uma carta do Conselho, em resposta da que ele mandou. Ao receber, abriu somente
no quarto junto com Cler e William. Nela dizia:
“Majestade, o senhor pediu informações sobre o caso do rei Pablo. O rei
Pablo está sendo acusado de desviar certa quantidade de dinheiro, mas não corre
o risco, só pagará uma multa e tudo o que desviou, e será enviado um dos nossos
homens para tratar da economia e ele não terá mais acesso ao dinheiro produzido
em seu reino.
Obrigado.
Ass. Presidente do Conselho de Reinados Nacional, sr. Carlos.”
- Então acho que não é dessa vez que vamos nos livrar dele. – disse Cler.
- Mas o dia dele vai chegar. – disse Rodollfh.
O inverno já havia chego, estava
nevando. Cler estava na cozinha fazendo chocolate quente pra ela e pras amigas
da cozinha, quando se lembrou de que havia esquecido o casaco no quarto do
Rodollfh. Então pediu licença pras amigas, e subiu para o quarto. Ao chegar na
porta, antes de abri-la, percebeu que William e Rodollfh estavam conversando
baixinho. Então ficou parada ouvindo o que estavam falando, e William estava
falando:
- O que você está pesando em fazer a respeito?
- Eu não sei ainda. Mas vou chamar o Fernando pra nos ajudar, e avisá-lo
que o Pablo está querendo aprontar.
- Mas você tem uma ideia do que ele vai fazer?
- Pelo o que você me disse, eu acho que ele vai dar, ou pelo menos tentar
dar um golpe.
Cler empurrou a porta e disse:
- Tá legal vocês vão me dizer exatamente o que está acontecendo aqui.
- A quanto tempo você está ai? – disse Rodollfh.
- Tempo suficiente. – disse ela, que ainda continuou – Então vocês vão me
dizer o que está acontecendo?
- Tudo bem, senta aqui. – disse Rodollfh, batendo no sofá ao lado dele.
Ao Cler se sentar no sofá,
Rodollfh diz:
- Eu não queria te dizer nada, para não te preocupar. Mas, o Pablo está
tramando um golpe.
- Um golpe? - disse Cler assustada. - Mas que tipo de golpe?
- Não sabemos ainda. - disse William.
- Mas esperamos que seja algo relacionado com o reino. - disse Rodollfh.
- Claro, isso é óbvio. Mas por que ele quer tanto te destruir. - disse
Cler.
- Não sei, desde que eu me entendo por gente ele sempre odiou meu irmão e
eu.- disse Rodollfh.
- Qual segredo será que está envolvido ai? - disse William.
- Essa é uma boa pergunta. - disse
Rodollfh.
William já estava na saída quando
disse:
- Já havia esquecido. Os outros reis e rainhas marcaram uma reunião amanhã
às 8 horas, no castelo de seu irmão, o rei Fernando. Pediram para todos irem sozinhos,
sem acompanhantes.
- Obrigado.- disse Rodollfh.
No dia seguinte, Rodollfh foi só
para a reunião. A reunião começou, todos se sentaram, e Fernando diz:
- Convocamos essa reunião porque suspeitamos que Pablo está armando dar um
golpe em alguém. Ainda não sei em quem.
- Com licença irmão. - disse Rodollfh levantando a mão. - Eu sei em quem.
- Sabe? - disseram os outros sentados à mesa.
- Sim. Eu. Ele quer dá o golpe em mim. - disse Rodollfh.
- Como sabe disso?- disse Cezar, um
outro rei, que estava desconfiado de Rodollfh.
- Tenho minhas fontes. - disse ele.
- Irmão essa é a sua primeira reunião, então vou explicar umas coisas pra
você. Aqui ninguém esconde algo desse tipo, algo relacionado ao interesse e
importância de todos.
- Tudo bem. Eu tenho um amigo que passa as informações, mas eu não vou
falar quem é, e nem falar como ele consegue. - disse ele.
- Mas o que ele disse a respeito? - disse Fernando.
- Bem, ele me contou que Pablo está tramando um golpe para roubar o meu
reino. Ele se candidatou para entrar no
Conselho. - explicou Rodollfh.
- Mas será que ele consegue? Porque ele foi jugado esses dias, foi
comprovado que ele não é confiável. - disse um dos outro reis.
- Ele tem o apoio do subpresidente. - disse Rodollfh.
- E com isso, ele praticamente já tá dentro do Conselho. Ele pensou em
tudo. - disse Fernando.
- Nem em tudo. - disse Rodollfh. - Ele não contava que eu teria um
informante.
- Pois é, falando em informante... - disse Fernando. - Um dos motivos dessa
reunião, é que também descobrimos que existe um informante entre nós, por isso
pedi que viessem sozinhos, sem os seus fiéis companheiros, pois acho que um
deles é o informante.
- Tem certeza. E se for o meu
informante? - disse Rodollfh.
- Acho que não, porque esse informante está dando informações a ele.
Informações que até mesmo você não sabia, porque até então não havia vindo em
uma reunião nossa. - disse Fernando.
- É, faz sentido... Mas como você sabe? - disse Rodollfh.
- Também tenho o meu informante. - disse Fernando, que continuou - Bem, eu peço
a vocês que não comentem isso com alguém, mesmo que confiem, pois tanto pode
ser o informante, tanto o informante pode ouvir. E também se souberem de alguma
novidade, não mandem carta, convoquem outra reunião. Obrigado.
Assim que Fernando acabou todos se
levantaram, se cumprimentaram e foram embora.
No caminho de volta ao castelo,
Rodollfh foi pensando se alguém dentro do castelo poderia fazer algo contra
ele. Ele pensava consigo "Antes até poderia dizer que todo mundo naquele
castelo tinha motivos para fazer isso, mas agora eu não consigo pensar em
alguém."
Rodollfh ficou o caminho todo pensando
nisso, quando passa pela cidade e vê Pedro na feira, e logo vêm a sua cabeça
resposta: Pedro era o informante.
Ao chegar ao castelo, a primeira
pessoa que perguntou sobre a reunião foi William, perguntou do que se tratava,
Rodollfh disse que depois dizia e perguntou por Cler. Pediu para que ele a
chamasse até o quarto dele e subiu para o quarto para esperar por ela.
Quando Cler chegou ao quarto ele
pediu para que ela se sentasse, ela mau havia se sentado e ele logo foi
dizendo:
- A reunião, era para informar que tem um traidor entre nós. No caminho vim
pensando em quem poderia ser, até que descobri quem.
- Quem? - disse Cler ansiosa.
- Pedro. - disse ele.
- O Pedro? Mas não faz sentido...
- Como não faz sentido? Olha, ele gosta de você, mas você está comigo. E
naquele dia, ele jurou que você ia se
arrepender.
- Eu sei, mas como ele ia pegar informações nossas?
- Todas as empregadas são vizinhas dele.
- Eu pode até ser que você esteja certo, mas eu conheço Pedro a muito tempo, e sei que ele nunca
faria isso.
- O amor não correspondido, às vezes faz as pessoas fazerem coisas.
- Olha não sei, é melhor ter certeza disso.
- Por que você está defendendo tanto ele?!
- Porque eu conheço muito bem ele, e sei que ele não é capaz disso!
- Ou você ainda gosta dele?
- Olha eu não vou discutir com você.
Eu vou agora mesmo falar com ele. - disse Cler indo em direção à porta.
- Espere eu vou com você!
- Para quê? Para você gritar com ele também? Eu resolvo isso sozinha. -
disse Cler saindo e fechando a porta.
Ao chegar na cidade, Pedro estava
na casa de sua tia Urlo. Cler foi até lá e bateu na porta e que abriu foi Urlo,
que disse:
- Cler, à quanto tempo!
- Pois é, ando muito ocupada. Mas eu vim comprar umas coisas e aproveitei
para dar uma passadinha aqui.
- Claro, entre. Acabei de fazer um bolo. - disse Urlo, abrindo passagem para Cler.
Cler entro, e ao chegar na mesa,
Pedro estava lá sentado. Ao se aproximarem Urlo disse:
- Pedro, olha quem veio me visitar! Sente-se Cler vou buscar o bolo.
Urlo saiu da sala e Cler se sentou
e disse para Pedro:
- Eu preciso falar com você.
- Sabia que não tinha vindo só para visitar sua tia, nem se importa mais.
- Não fala isso! O que eu vim te falar é sério!
- Mesmo?
- Sim.
- Então...
Pedro parou porque Urlo entro com
o bolo dizendo:
- Olha o bolo fresquinho! Desculpa a demora!
- Tudo bem! - disse Pedro.
- Interrompi alguma coisa? - disse Urlo.
- Não, de forma alguma. - disse Cler.
- Só estávamos falando que fazia um tempão que ela não aparecia por aqui. -
disse Pedro.
- É verdade Cler, pensei até que havia me abandonado. - disse Urlo cortando
o bolo.
- Nunca tia! - disse Cler.
- Então, desistiu da sua vingança ou ainda está de pé? - perguntou Urlo,
colocando o bolo no prato de Cler.
- É eu pensei que você estava certa. Então eu desisti, faz um tempinho. -
disse Cler já comendo o bolo.
- Que coisa boa! Mas então por que ainda não voltou para casa? - Perguntou
Urlo.
- Bem, eu já me acostumei com a
casa, com as pessoas, com o trabalho e
tudo.
- Hum, imagina se as pessoas souberem disso.
- Por quê? - disse Cler.
- Nada, melhor deixar pra, você vai acabar se chateando.
- Me diz tia.
- É que quando você aparecia por aqui com o rei Rodollfh, as pessoas
começaram a comentar que você e ele estavam juntos. Só que você começou a
namorar o Pedro, então pararam, mas depois que ele viajou, começou de novo. Até
inventaram que naquele baile que teve você foi o par dele e estava com um
vestido lindíssimo. - disse Urlo.
- Bem, eu estava bonita, mas porque eu fiz um vestido que eu fiz.
- Eu imaginei isso.
- Até porque, imagina a Cler com rei... - disse Pedro olhando para Cler.
- Seria impossível. - disse Urlo. - Por isso não acreditei.
E começaram a rir, Pedro de um
jeito sarcástico para mexer com Cler, e
Cler de um jeito falso e olhando para Pedro como se fosse matar ele.
- Bem, tenho que ir. - disse Cler se ,levantando.
- Mas já? - disse Urlo.
- Pois é tenho que fazer as compras ainda. - disse Cler. - Então Pedro,
você vem comigo?
- Vou sim. - disse ele dando um beijo na testa de Urlo.
- Por que você tem que ir com ele? - disse Urlo para Pedro.
- Eu disse que ia ajudar nas compras, sabe com as sacolas... - disse Pedro.
- Tudo bem, mas Cler vê se não some. - disse Urlo, acompanhando-os até a
porta.
Na porta Cler e Pedro se
despediram. Os dois foram até uma cachoeira que havia ali perto, se sentaram no
chão e Pedro disse:
- Então, o que queria falar comigo?
- Vou ser curta e grossa. Estão achando que você está ajudando Pablo.
- O quê!?! Como assim!?!
- Estão dizendo que Pablo tem um informante, e chegaram em você, pelo que
disse aquele dia no castelo.
- E você acha que sou eu?
- Não tenho dúvidas que não é você. Você pode ter dito aquilo, mas não iria
trair o seu reino e ajudar Pablo a roubar o reino. Rodollfh pode ser um mau
rei, mas ele tá melhorando, tem que admitir, imagina agora o Pablo!
- Jura que você confia em mim?
- Mas é claro! Conheço você a muito tempo, sei que não seria capaz.
Rodollfh disse que o amor não correspondido faz um homem fazer qualquer coisa.
Mas eu discordo, só um homem desiquilibrado faz esse tipo de loucura, e não só
quando tem amor não correspondido, e sim por qualquer motivo.
- Eu concordo com você. Olha, eu nunca faria alguma coisa contra você ou o
reino, eu falei aquilo porque eu estava magoado, fora de mim, foi uma grande
surpresa.
- Eu sei. E eu entendo você. Por isso te defendi e sei que você é inocente.
- Obrigado Cler.
Os dois se abraçaram. E Pedro diz:
- Espera. O reino corre perigo?
- Eu não sei. Mas espero que não.
- Me explica essa história direito.
Cler explicou tudo para Pedro e
depois foram em direção a cidade. No caminho Pedro fala:
- Cler me desculpa por ter dito aquilo sobre sua tia.
- Tudo bem. Acho que vocês têm razão. Eu meio que deixei de lado a minha
tia.
- É verdade mas eu não tinha que fazer aquilo. Quando você vai contar pra
ela?
- Acho que logo. Só vou resolver esse assunto de te inocentar, e ai eu
conto.
Cler chegou no carro, se despediu
de Pedro e foi embora.
Ao chegar no castelo, foi logo
falar com Rodollfh. Cler foi para o quarto, que era onde Rodollfh estava. Cler
entrou no quarto e Rodollfh:
- Onde estava?
- Falando com o Pedro.
- O quê? Como se atreve?
- Como eu havia dito, não é ele.
- E você acha que ele diria se fosse ele?
- Eu conheço o Pedro e sei que não foi ele.
- Chega! - gritou Rodollfh.
- É mesmo, chega!- disse Cler saindo do quarto.
William ouviu tudo e foi até o
quarto falar com o Rodollfh.
- O que houve? - disse William.
- Nada só a Cler defendendo aquele traidor.
- E se não for mesmo ele?
- Como assim?
- E se eu disser que eu tenho outra pessoa em mente?
- Quem?
- A própria Cler.
- Como?
- Olha faz todo o sentido.
- Tem razão. Ela queria se vingar de mim, e está fazendo tudo isso! Eu vou
falar com ela agora mesmo!
- Não. É melhor você ir mais tarde. Sabe, para os outros empregados não
verem.
- Claro, você está certo.
Mais tarde, perto da noite. Cler
estava lendo no seu quarto o livro que sua mãe lhe deixou. William bateu na
porta, Cler abriu e William lhe disse que Rodollfh a chamava no quarto. Cler
foi até o quarto, bateu na porta e Rodollfh mandou que ela entrasse só. Cler entrou,
fechou a porta, Rodollfh se virou e disse:
- Meus parabéns! - disse ele batendo palmas. - Meus parabéns!
- Por o quê?
- Por ter conseguido me enganar por todo esse tempo.
- Como assim?
- Não finja! - disse ele gritando.
- Fingir o quê?
- Você é a informante de Pablo!
- O quê!?! Como assim?
- Você sempre disse que ia acabar comigo! E eu aqui pensando que você tinha
desistido! Fazendo planos pro futuro comigo mesmo.
- Eu não sou uma informante do Pablo!
- É mesmo, então por que defende tanto o Pedro?
- Porque ele é inocente! Eu conheço ele, passamos muito tempo juntos quando
você matou o pai dele e a minha mãe e meu pai! A é eu já ia esquecendo que você
matou o meu tio também!
- Chega!
- O que foi não gosta de ouvir a verdade?
- Você sabe que eu me arrependo e mudei!
- E daí? Você sabe que eu nunca faria uma coisa dessas e tá me acusando!
- Mas eu tenho provas.
- Eu também tenho, quer dizer eu e um montão de gente! Um monte de gente
que ainda sofre todos os dias pelas pessoas que você matou!
- Para Cler!
- Há, eu parei, parei mesmo! - disse ela tirando a aliança e jogando no
chão.
Cler foi para o quarto dela
arrumar suas coisas. Enquanto isso, Rodollfh ficou no seu quarto pensando em
tudo o que havia acabado de acontecer.
Cler acabou de arrumar suas coisas
e ia saindo pela porta principal do castelo, quando já do lado de fora Rodollfh
chamou ela , se aproximou e disse:
- Me desculpa! Você está certa, tem toda a razão.
Cler se virou para ele e disse:
- Tarde de mais.
E quando Cler ia se virando para
ir embora, Rodollfh nem se importou em ter vários cavaleiros lá, ele puxou Cler
e a beijou. Todos ficaram olhando
surpresos tanto quem já sabia, quanto quem não sabia.
Assim que o beijo acabou,
Cler foi embora como se nada tivesse acontecido.
Cler foi para a casa de sua tua
Urlo. Ao chegar lá, sua tia se surpreendeu. A noite caiu, se passou um dia e
Cler estava pensativa. Sua tia percebeu e no meio do jantar sua tia pergunta:
- O que houve naquele castelo?
- Como assim?
- Você não veio só porque resolveu
voltar pra casa. Olha só você está triste, no mínimo preocupada com
algo. O que aconteceu?
- Tia, tem algum tempo que eu estou querendo lhe falar uma coisa...
- O quê?
- Eu estou mesmo namorando o Rodollfh.
- Como é?
- Você está com raiva?
- Não, só surpresa.
- Mesmo?
- Mas é claro. Agora que ele está mais bonzinho.
- Eu sei. Ele está bonzinho por mim. Ele disse que ia melhorar por mim.
- Mas que bom. Mas então por que você está triste?
- Descobriram que tem um informante entre eles, mas isso é segredo.
- Claro não vou contar.
- Bem ele acha que é o Pedro, mas eu sei que não é ele, então eu defendi
ele, e então ele está achando que sou eu.
- Mas como ele pôde? A quanto tempo vocês estão juntos?
- Desde o baile. É tudo verdade, eu estava acompanhando ele. Ele me pediu
perdão e se declarou. Eu não queria assumir pois, eu ainda odeio ele pelo o que
ele fez, mas ele pediu uma chance, e disse que ia merecer o perdão. Eu não ia aceitar mesmo assim, mas eu me lembrei
de um poema do livro de minha mãe...
- Entendo... Mas você ama ele?
- Sim. Mas eu ainda tenho muita raiva. E agora então... A pensar que eu já
estava noiva.
- Vocês já estavam noivos? E quando pretendia me contar?
- Quando ele fosse um rei totalmente exemplar e perdoado.
- Vai ficar tudo bem querida. Pelo o que você me contou...
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