terça-feira, 9 de dezembro de 2014


rei Rodollfh

CAP. 8: O DIA CHEGA.


   No dia seguinte quando Cler acordou, Rodollfh já estava acordado, olhando pela varanda. Cler levantou, foi até ele e disse:
- Já de pé?
- Já, não consegui dormir  direito.
- Não se preocupe, vai dar tudo certo.
   Rodollfh deu sorriso meio desanimado para Cler.
-Sabe, eu queria ir na cachoeira. Já passou o inverno e deve estar lindo. 
Você acha que vai dar tempo? - disse ele.
- Claro, vamos nos arrumar logo que dá.
   E lá foram os dois para o lago. Ao chegarem lá, os dois se sentaram no chão mesmo sem se importar.
- Está lindo não é mesmo? - disse Rodollfh admirando o lugar.
- Está maravilhoso!
- Se eu pudesse eu morava aqui.
- E por que não?
- Verdade. Quer saber? Quando isso tudo acabar eu vou mandar construir uma cada aqui. O que acha?
- Vai ser incrível.
- Imagina o Davi correndo aqui...
   E os dois começaram a rir.
- Eu mau espero... - disse Cler.
- Eu também...
   Os dois ficaram conversando um tempo, fazendo planos. Até que Cler espantada disse:
- Nossa! Vamos nos atrasar...
   E os dois saíram em disparada. Quando chegaram no conselho todos já estavam a sua espera.
- Pensei que tinha fugido.  - disse Pablo.
- Eu não sou você.  - disse Rodollfh se sentando na cadeia dos réus.
   Cler se sentou do entre Fernando e Pedro. E Fernando perguntou para ela:
- Onde vocês estavam? Até eu pensei que vocês tinham fugido.
- Só fomos eu lugar e acabamos perdendo a hora.
- O Conselho está em sessão.  - disse um dos juízes.
- Eu não entendo quantos juízes são?... - disse Pedro.
- Uma sessão do Conselho é constituída de 5 juízes. Mas, só um deles é responsável pelo caso. No caso é o Pablo. - disse Cler.
- Infelizmente,  pois ele vai fazer de tudo para acabar com Rodollfh. - disse Fernando.
- Silêncio! - disse um outro juiz.
- Acusação pode começar. - disse Pablo.
   O julgamento durou o dia inteiro,  e não estava bem para o lado de Rodollfh. Quando chegou 7 horas da noite Pablo bateu o martelo e disse:
- Por hoje o Conselho entra em recesso. Amanhã será finalizado.
   Todos se levantaram e Fernando abraçou Rodollfh. E Pablo se aproximou e disse:
- Boa sorte amanhã,  vai precisar,  pois vai ficar pior, muito pior.
- Vai mesmo, pra você.  - disse Cler.
   No dia seguinte, Cler e Rodollfh não chegaram atrasados. E do lado de fora tinha muita gente do reino dando apoio para Rodollfh. Rodollfh estava muito nervoso e Fernando disse:
- Vai ficar tudo bem.
   E o Conselho entrou em sessão. As coisas estavam cada vez piores para Rodollfh, foram incrementadas acusações, como por exemplo que ele não cuidava de seu povo. Várias testemunhas que perderam parentes deporam, uns deporam a favor de Rodollfh,  outros contra. O advogado de Rodollfh já estava começando a ficar preocupado.
   Quando já estava perto de acabar Pablo disse:
- Como última testemunha vamos chamar você Cler.
   Todos ficaram surpresos. Cler se levantou, foi até a cadeira que ficava perto dos juízes e se sentou.
- Então Cler,  você não tem pai e nem mãe certo? - disse Pablo.
- Certo.
- E por quê?
- Faça uma pergunta mais clara, por favor.  - disse Cler,  pois já sabia de algumas coisas sobre por causa dos livros que leu.
- Como eles morreram?
- Minha mãe morreu assassinada e uma semana depois meu pai.
- Você não respondeu minha pergunta. Vou deixar ela mais clara. Por qual motivo e quem mandou?
   Cler olhou para Rodollfh e sua tia Urlo, pensou por alguns segundos e disse bem baixinho:
- O rei.
- Me desculpe, mas pode dizer mais auto?
- O rei, antes dele ser um homem bom.
- E por qual motivo?
- Nenhum.
- Está me dizendo que eles eram pessoas honestas e mesmo assim os cavaleiros de Rodollfh os mataram?
- Bem, como eu disse o rei de antes...
- Só responda sim ou não.  - cortou Pablo.
- Sim.
- E você não tem tio também,  certo?
- Sim.
- E por quê?
- Também foi assinado. Mas se me permite dizer...
- Na verdade não.  - a cortou Pablo de novo.
- Protesto! - disse o advogado.  - Ela tem o direito de falar.
- Tudo bem, continue. - disse Pablo.
- Bem, como eu dizia. A , morte do meu tio foi acidental. Tanto que Rodollfh foi ao enterro e puniu o cavaleiro.
- Como ele o puniu?
- O expulsou.
- Você sente algum tipo de raiva dele?
- Sentia antes, mas agora não.
- O quê fez você mudar de ideia?  - disse ele com intenção de que Cler falasse que namora Cler.
- Duas palavras muito conhecidas,  mas pouco praticadas.
- Qual?
- Perdão e compaixão.
   Pablo ficou com muita raiva de Cler,  pois sabia que ela era a chave para a salvação de Rodollfh.
- É só. Obrigado. - disse ele dispensando Cler antes que salvasse Rodollfh.
- Espere. - disse o advogado,  pois também havia percebido que era de Cler que eles precisavam. - Quero fazer umas perguntas.
- Não vamos abusar senhor. - disse Pablo.
- Tudo bem, eu quero responder.  - disse Cler.
- Você hoje, considera Rodollfh um bom homem? - disse o advogado.
- A pessoa que ele é hoje sim. Um bom homem, rei e irmão.
- Na sua opinião ele está arrependido?
- Sim.
- Você acha que ele merece uma segunda chance?
- Nem todo mundo merece, mas Rodollfh merece muito.
- Você perdoaria ele?
- Sim. E já perdoei.
- Obrigado. Pode ir para o seu lugar.
   Os juízes se reuniram por uma hora, pois os juízes estavam bem divididos. Até que ás 6 horas da tarde,  finalmente os juízes apareceram.
- O Conselho chegou em uma decisão.  - disse Pablo que continuou. - O Conselho declara rei Rodollfh Stiven culpado e com a pena de morte aberta.
- Protesto! - disse o advogado.  - Podemos até aceitar que ele é culpado, mas pena de morte por causa de roubo...
- Não foi só por causa disso. Teve muitas outras acusações,  vocês viram. - disse um dos juízes.
- Mas isso ainda não é explicação.  - insistiu o advogado.
- Foram 5 testemunhas. Só 2 foram a favor. - disse o juiz.
- Mas e todas aquelas pessoas lá fora? - disse o advogado desesperado.
   O juiz ficou calado e quem tomou conta da palavra foi Pablo, que disse:
- Decisão foi tomada. Não a questione. Levem ele para a cela.
   E os guardas pegaram Rodollfh para por na cela, e Cler não aguentou ficar calada e disse:
- Vocês não podem ignorar isso! Vocês não podem levar ele!
- Acalme-se  Cler! - disse Fernando.
- Eu não quero!
- Escute ele, ou vai querer ir junto com ele e também ter a pena de morte? Posso providenciar.  - disse Pablo com ar de sarcasmo. 
- Seu idiota! Eu vou acabar com você!  - gritou Cler.
   Pablo sorriu e foi embora. Levaram Rodollfh e Fernando, Sarah, Urlo, William e Pedro levaram Cler.
   Todos estavam revoltados. Era óbvio que tinha dedo do Pablo. No dia seguinte de manhã, receberam uma carta dizendo que no dia seguinte às 8 horas da manhã,  iriam executar Rodollfh, na praça do centro da cidade. Todos se espantaram, pois a  muito tempo não se fazia mais isso.
   No dia seguinte todos já sabiam que ia ser a execução de Rodollfh. Todos desceram de preto. Todos se espantaram, pois Cler em nenhum momento chorou nem se quer lagrimou. Antes de irem para a praça dois parentes têm o direito de se despedir, então foram Fernando e Cler.
   Ao Fernando e Cler entrarem, Fernando logo abraçou Rodollfh e disse:
- Meu irmão,  eu sinto muito.
- Está tudo bem. Eu fui feliz, eu vou tranquilo,  pois sei que você me perdoa e isso o que importa.
- Eu tenho orgulho de você.
   Os dois se abraçaram de novo chorando e Rodollfh sussurrou algo no ouvido de Fernando, Fernando se afastou disse:
- Bom, vou deixar vocês a sós.
   Cler estava ainda em pé do lado da porta, Rodollfh olhou para ela e disse:
- Você não vai chegar perto?
   Cler se aproximou e ele disse:
- O que está passando por essa sua cabecinha?
- Que antes o maior sonho era ver você assim, prestes a morrer e agora...
   Rodollfh pegou em seu rosto e disse:
- Está tudo bem, fico feliz em saber que me perdoa. Quero dizer aquilo que você disse no Conselho era verdade,  não é?
- Claro que sim.
- Só saiba que fico feliz também que os meus últimos dias e momentos tenha sido com você. Saiba que eu fui feliz com você como eu nunca fui.
- Eu não vou deixar você ir. Eu não vou deixar isso acontecer.
- Vai ficar tudo bem, Fernando vau cuidar de você.
- Não podemos deixar ele vencer.
- Ele não venceu.
- Como assim?
   Rodollfh sorriu. Os guardas chegaram e disseram:
- Acabou, hora de ir.
   Cler olhou para Rodollfh,  e ele a beijou. Cler ia saído e ele gritou bem alto:
- Não se esqueça vai ficar tudo bem e eu te amo!
   Os dois foram para a praça onde a cidade toda estava. Não demorou muito,  Rodollfh chegou. Os juízes que tinham que estar presente já estavam presente.
   Todos se posicionaram e quando iam cortar a cabeça de Rodollfh ele olhou para frente e não viu Cler, ele fechou os olhos e se ouviu um grito!
- Espera!
   Era Cler que subiu no palco e disse:
- Esperem, não façam isso!
- O que ela faz aqui? O que você faz aqui Cler?! - disse Pablo.
- Eu vim aqui para não deixar algo tão injusto acontecer. Você disse que de 5 pessoas só duas foram a favor dele, e eu estou aqui para mostrar que não. Tem muitas pessoas aqui que perdoaram Rodollfh.
- Então você quer fazer outro julgamento? - disse Pablo.
- Sim.
- Você não pode fazer isso!
- Na verdade posso. Está  na lei, é a lei nº 136. Passei a noite lendo a respeito.
- Ela está certa. - disse outro juiz.
- Bem como eu dizia.  - continuo ela - Eu também odiava o Rodollfh, mas aprendi muito com duas palavras "PERDÃO" e " COMPAIXÃO". Essas duas palavras podem ensinar a todos nós coisas que nem podem imaginar. Podem trazer tantas coisas boas que mau vão poder contar. Essas podem até fazer milagre. Pode abrir portas que você ne, poderia imaginar que um dia se abririam para você,  ou até que você nem sabia que existia. Essas duas palavras são mágicas e podem mudar o mundo. E apesar de terem tanto poder, porem ajudar tanto são simples palavras,  que por serem simples palavras são esquecidas, deixadas de canto. Mas verdade é que se você usar elas, na verdade usar, abusar, se jogar e se melecar com elas vão se sentir e ser seres humanos melhores.
   E Cler fechou o caderno que tinha nas mãos.
- Foi quando eu li isso que eu percebi o quanto eu estava sendo horrível, e que não perdoar é ser pior do que fazer coisa errada, não importa o quê. E quando eu deixei isso tomar conta de mim eu comprovei que era tudo verdade, e isso mudou a minha vida. Ganhei um grande amor, um futuro felicidade e o mais importante,  paz de espírito. - Cler deu uma pausa e continuou. - Então, podemos chegar em outra solução,  sem machucar ele, e também ele já provou que mudou e que vocês não vão se arrepender se derem essas chance à ele.
- Tudo bem chega! - disse Pablo.
- Calma. Bem, então chegou a hora. Quem vota a favor do Rodollfh? !!
   E todos gritaram e aplaudiram incondicionalmente. Até os juízes se levantaram e aplaudiram e um deles disse:
- Então é óbvio. Rodollfh Stiven é inocente! 
   Rodollfh foi libertado das algemas e quando os guardas estavam destrancando o que prendia o pescoço, Rodollfh fez mimica com a boca dizendo para  Cler:
- Obrigado. Eu te amo.
- Eu também te amo. - disse Cler do mesmo modo.
   Mas, o impensável ocorreu. Pablo gritou:
- Nãoooo!
   E puxou a espada do guarda e cortou a cabeça de Rodollfh. Espichou sangue para todo o lado. Ninguém acredito o que havia acontecido ali diante dos olhos de todos. Os guardas correram e prenderam Pablo que dava altas risadas e gargalhadas para quem quisesse ouvir. Cler ficou imóvel sem tirar os olhos de Rodollfh.  Fernando e Pedro subiram o palco e foram amparar Cler. William ficou com Sarah e Urlo. Assim que tocaram em Cler, ela desabou no chão e começou a chorar. Os dois levantaram ela  do chão e tentaram puxar Cler para irem embora, mas Cler não queria ir e resistia. Quando conseguiram tirar Cler lá de cima, ela se abraçou com Pedro e ele a abraçou forte. Todos entraram no carro e foram embora, pois todos iriam em cima deles e Cler estava muito desesperada.






rei Rodollfh

CAP. 7: O PLANO DE PABLO EM AÇÃO.


  Um mês se passou e o inverno já havia passado. Cler e Rodollfh já estavam planejando o casamento. E o julgamento estava batendo à porta, literalmente, pois, naquele dia chegou a carta convocando Rodollfh para depois de três dias se apresentar ao júri.
    Mais tarde naquele mesmo dia, quando Rodollfh estava na varanda de seu quarto, e Cler se aproximou e disse:
- Como você está?
- Bem, eu acho.
- Vai ficar tudo bem.
- Espero que esteja certa. Sabe, eu estava pensando em ir na cidade, sabe, pode ser a minha última visita como rei.
- Não fala isso!
- Agora eu percebo o quanto eu era idiota, um povo tão bom, feliz, trabalhador, paciente e eu mau tratando eles... Sabe, talvez eu mereça isso tudo...
- Mas você merece uma segunda chance, e está provando que é um bom rei.
- É isso o que você acha?
- Mas é claro!
   Os dois deram um singelo sorriso, e Rodollfh diz:
- Então,  você me acompanha?
- Claro que sim. Mas eles vão cobrar explicações.
- Eu sei, estou preparado. Eu só preciso que você esteja do meu lado.
- Eu sempre estarei. Nem precisava pedir. - disse Cler pegando na mão de Rodollfh.
   No dia seguinte os dois se arrumaram e foram para a cidade e William foi junto.
   Ao chegar na cidade, desde o início da cidade, todos já olhavam para Rodollfh, que estava à cavalo. Rodollfh saudava à todos. Quando chegaram ao centro da cidade, quando Rodollfh saudou um homem, ele lhe falou:
- Como você tem a ousadia de vir aqui? Veio só para puxar saco, porque está encrencado!
- Me desculpe, mas não. Eu vim visitar a  cidade.
- Agora? Não adianta mais.
- Fale por si. Ele fez muita coisa boa por todos nós. - disse Cler.
- O quê? Ele matou tanta gente!
- O passado não é possível mudar, mas sim o presente. Ele se arrepende, e melhorou a vida de todos! - disse Cler ainda defendendo Rodollfh.
    Todos começaram a comentar tudo o que eles estavam falando, uns estavam do lado de Rodollfh e outro do lado do tau homem. De repente,  uma mulher surge e também resolve falar.
- Você só defende ele porque ele é seu namorado! - disse ela.
- Todos sabem o quanto eu odiava ele, vocês se lembram que eu  joguei ele do cavalo? Então, eu não estaria defendendo ele, se ele não estivesse arrependido.
- Eu concordo! - gritou uma mulher.
- Eu acho que ele deveria ser deposto! - disse outro.
   Assim virou uma confusão de pessoas discutindo quem estava certo e quem estava errado. De repente se ouve uma voz falando bem alto:
- Eu admito!
   Era Rodollfh,  que estava em cima de um pequeno palco que ficava no centro. Assim que todos olharam para ele, ele continuou:
- Eu admito, eu sempre fui um péssimo rei, mas agora eu estou arrependido! Ontem mesmo eu estava dizendo para uma pessoa muito especial que eu gosto muito, que eu era um idiota. Tinha o povo perfeito e nem ligava para ele, o desprezava,  o tratava como animais. E essa pessoa me disse que todos precisam de uma segunda chance. Apesar de eu também não me achar perdoável,  eu acredito no que ela me disse. Prova disso é que só quem a conhecia sabia o quanto ela me odiava e o quanto,  e hoje tudo o que eu peço é uma oportunidade, é uma segunda chance, para mostrar a vocês que qualquer pessoa pode mudar, de uma pessoa que perdeu o pai, a mãe e o tio e que só pensava em vingança,  até um rei que nunca teve alguém que chegasse e dissesse o que era errado ou não, como devia agir ou não, até um povo que perdeu a confiança em seu rei. Obrigado!
   Rodollfh desceu, subiu no cavalo, e olhou para frente e viu Urlo e Pedro. Ele ficou olhando um pouco e foram embora os três.  assim que se viraram todos também foram embora. No mesmo dia naquela noite Rodollfh teve uma ideia, ele iria abrir o castelo para um piquenique para o povo, Cler adorou a ideia e desde já Cler, Rodollfh e William já planejavam o piquenique. No dia seguinte de manhã os cavaleiros foram até cidade convidar à todos. Quase todos foram. Urlo, Pedro Fernando e Sarah foram para ajudar. Rodollfh fez questão de ajudar  servir a comida. As crianças se divertiram muito montando nos cavalos, com a ajuda dos cavaleiros. Havia muita comida, e todos estavam se divertindo. Fernando sugeriu à Rodollfh que dissesse algo. Então Rodollfh pediu a atenção de todos e disse:
- Eu gostaria de agradecer à todos por virem. Espero que estejam gostando de tudo. Mais uma vez obrigado!
   Todos aplaudiram.