rei Rodollfh
CAP. 8: O DIA CHEGA.
No dia seguinte quando Cler
acordou, Rodollfh já estava acordado, olhando pela varanda. Cler levantou, foi
até ele e disse:
- Já de pé?
- Já, não consegui dormir direito.
- Não se preocupe, vai dar tudo certo.
Rodollfh deu sorriso meio
desanimado para Cler.
-Sabe, eu queria ir na cachoeira. Já passou o inverno e deve estar
lindo.
Você acha que vai dar tempo? - disse ele.
- Claro, vamos nos arrumar logo que dá.
E lá foram os dois para o lago. Ao
chegarem lá, os dois se sentaram no chão mesmo sem se importar.
- Está lindo não é mesmo? - disse Rodollfh admirando o lugar.
- Está maravilhoso!
- Se eu pudesse eu morava aqui.
- E por que não?
- Verdade. Quer saber? Quando isso tudo acabar eu vou mandar construir uma
cada aqui. O que acha?
- Vai ser incrível.
- Imagina o Davi correndo aqui...
E os dois começaram a rir.
- Eu mau espero... - disse Cler.
- Eu também...
Os dois ficaram conversando um
tempo, fazendo planos. Até que Cler espantada disse:
- Nossa! Vamos nos atrasar...
E os dois saíram em disparada.
Quando chegaram no conselho todos já estavam a sua espera.
- Pensei que tinha fugido. - disse
Pablo.
- Eu não sou você. - disse Rodollfh
se sentando na cadeia dos réus.
Cler se sentou do entre Fernando e
Pedro. E Fernando perguntou para ela:
- Onde vocês estavam? Até eu pensei que vocês tinham fugido.
- Só fomos eu lugar e acabamos perdendo a hora.
- O Conselho está em sessão. - disse
um dos juízes.
- Eu não entendo quantos juízes são?... - disse Pedro.
- Uma sessão do Conselho é constituída de 5 juízes. Mas, só um deles é
responsável pelo caso. No caso é o Pablo. - disse Cler.
- Infelizmente, pois ele vai fazer
de tudo para acabar com Rodollfh. - disse Fernando.
- Silêncio! - disse um outro juiz.
- Acusação pode começar. - disse Pablo.
O julgamento durou o dia
inteiro, e não estava bem para o lado de
Rodollfh. Quando chegou 7 horas da noite Pablo bateu o martelo e disse:
- Por hoje o Conselho entra em recesso. Amanhã será finalizado.
Todos se levantaram e Fernando
abraçou Rodollfh. E Pablo se aproximou e disse:
- Boa sorte amanhã, vai
precisar, pois vai ficar pior, muito
pior.
- Vai mesmo, pra você. - disse Cler.
No dia seguinte, Cler e Rodollfh
não chegaram atrasados. E do lado de fora tinha muita gente do reino dando
apoio para Rodollfh. Rodollfh estava muito nervoso e Fernando disse:
- Vai ficar tudo bem.
E o Conselho entrou em sessão. As
coisas estavam cada vez piores para Rodollfh, foram incrementadas acusações,
como por exemplo que ele não cuidava de seu povo. Várias testemunhas que
perderam parentes deporam, uns deporam a favor de Rodollfh, outros contra. O advogado de Rodollfh já
estava começando a ficar preocupado.
Quando já estava perto de acabar
Pablo disse:
- Como última testemunha vamos chamar você Cler.
Todos ficaram surpresos. Cler se levantou, foi
até a cadeira que ficava perto dos juízes e se sentou.
- Então Cler, você não tem pai e nem
mãe certo? - disse Pablo.
- Certo.
- E por quê?
- Faça uma pergunta mais clara, por favor.
- disse Cler, pois já sabia de
algumas coisas sobre por causa dos livros que leu.
- Como eles morreram?
- Minha mãe morreu assassinada e uma semana depois meu pai.
- Você não respondeu minha pergunta. Vou deixar ela mais clara. Por qual
motivo e quem mandou?
Cler olhou para Rodollfh e sua tia
Urlo, pensou por alguns segundos e disse bem baixinho:
- O rei.
- Me desculpe, mas pode dizer mais auto?
- O rei, antes dele ser um homem bom.
- E por qual motivo?
- Nenhum.
- Está me dizendo que eles eram pessoas honestas e mesmo assim os
cavaleiros de Rodollfh os mataram?
- Bem, como eu disse o rei de antes...
- Só responda sim ou não. - cortou
Pablo.
- Sim.
- E você não tem tio também, certo?
- Sim.
- E por quê?
- Também foi assinado. Mas se me permite dizer...
- Na verdade não. - a cortou Pablo
de novo.
- Protesto! - disse o advogado. -
Ela tem o direito de falar.
- Tudo bem, continue. - disse Pablo.
- Bem, como eu dizia. A , morte do meu tio foi acidental. Tanto que
Rodollfh foi ao enterro e puniu o cavaleiro.
- Como ele o puniu?
- O expulsou.
- Você sente algum tipo de raiva dele?
- Sentia antes, mas agora não.
- O quê fez você mudar de ideia? -
disse ele com intenção de que Cler falasse que namora Cler.
- Duas palavras muito conhecidas,
mas pouco praticadas.
- Qual?
- Perdão e compaixão.
Pablo ficou com muita raiva de
Cler, pois sabia que ela era a chave
para a salvação de Rodollfh.
- É só. Obrigado. - disse ele dispensando Cler antes que salvasse Rodollfh.
- Espere. - disse o advogado, pois
também havia percebido que era de Cler que eles precisavam. - Quero fazer umas
perguntas.
- Não vamos abusar senhor. - disse Pablo.
- Tudo bem, eu quero responder. -
disse Cler.
- Você hoje, considera Rodollfh um bom homem? - disse o advogado.
- A pessoa que ele é hoje sim. Um bom homem, rei e irmão.
- Na sua opinião ele está arrependido?
- Sim.
- Você acha que ele merece uma segunda chance?
- Nem todo mundo merece, mas Rodollfh merece muito.
- Você perdoaria ele?
- Sim. E já perdoei.
- Obrigado. Pode ir para o seu lugar.
Os juízes se reuniram por uma
hora, pois os juízes estavam bem divididos. Até que ás 6 horas da tarde, finalmente os juízes apareceram.
- O Conselho chegou em uma decisão.
- disse Pablo que continuou. - O Conselho declara rei Rodollfh Stiven
culpado e com a pena de morte aberta.
- Protesto! - disse o advogado. -
Podemos até aceitar que ele é culpado, mas pena de morte por causa de roubo...
- Não foi só por causa disso. Teve muitas outras acusações, vocês viram. - disse um dos juízes.
- Mas isso ainda não é explicação. -
insistiu o advogado.
- Foram 5 testemunhas. Só 2 foram a favor. - disse o juiz.
- Mas e todas aquelas pessoas lá fora? - disse o advogado desesperado.
O juiz ficou calado e quem tomou
conta da palavra foi Pablo, que disse:
- Decisão foi tomada. Não a questione. Levem ele para a cela.
E os guardas pegaram Rodollfh para
por na cela, e Cler não aguentou ficar calada e disse:
- Vocês não podem ignorar isso! Vocês não podem levar ele!
- Acalme-se Cler! - disse Fernando.
- Eu não quero!
- Escute ele, ou vai querer ir junto com ele e também ter a pena de morte?
Posso providenciar. - disse Pablo com ar
de sarcasmo.
- Seu idiota! Eu vou acabar com você!
- gritou Cler.
Pablo sorriu e foi embora. Levaram
Rodollfh e Fernando, Sarah, Urlo, William e Pedro levaram Cler.
Todos estavam revoltados. Era
óbvio que tinha dedo do Pablo. No dia seguinte de manhã, receberam uma carta
dizendo que no dia seguinte às 8 horas da manhã, iriam executar Rodollfh, na praça do centro
da cidade. Todos se espantaram, pois a
muito tempo não se fazia mais isso.
No dia seguinte todos já sabiam
que ia ser a execução de Rodollfh. Todos desceram de preto. Todos se
espantaram, pois Cler em nenhum momento chorou nem se quer lagrimou. Antes de
irem para a praça dois parentes têm o direito de se despedir, então foram
Fernando e Cler.
Ao Fernando e Cler entrarem,
Fernando logo abraçou Rodollfh e disse:
- Meu irmão, eu sinto muito.
- Está tudo bem. Eu fui feliz, eu vou tranquilo, pois sei que você me perdoa e isso o que
importa.
- Eu tenho orgulho de você.
Os dois se abraçaram de novo
chorando e Rodollfh sussurrou algo no ouvido de Fernando, Fernando se afastou
disse:
- Bom, vou deixar vocês a sós.
Cler estava ainda em pé do lado da
porta, Rodollfh olhou para ela e disse:
- Você não vai chegar perto?
Cler se aproximou e ele disse:
- O que está passando por essa sua cabecinha?
- Que antes o maior sonho era ver você assim, prestes a morrer e agora...
Rodollfh pegou em seu rosto e
disse:
- Está tudo bem, fico feliz em saber que me perdoa. Quero dizer aquilo que
você disse no Conselho era verdade, não
é?
- Claro que sim.
- Só saiba que fico feliz também que os meus últimos dias e momentos tenha
sido com você. Saiba que eu fui feliz com você como eu nunca fui.
- Eu não vou deixar você ir. Eu não vou deixar isso acontecer.
- Vai ficar tudo bem, Fernando vau cuidar de você.
- Não podemos deixar ele vencer.
- Ele não venceu.
- Como assim?
Rodollfh sorriu. Os guardas
chegaram e disseram:
- Acabou, hora de ir.
Cler olhou para Rodollfh, e ele a beijou. Cler ia saído e ele gritou
bem alto:
- Não se esqueça vai ficar tudo bem e eu te amo!
Os dois foram para a praça onde a
cidade toda estava. Não demorou muito,
Rodollfh chegou. Os juízes que tinham que estar presente já estavam
presente.
Todos se posicionaram e quando iam
cortar a cabeça de Rodollfh ele olhou para frente e não viu Cler, ele fechou os
olhos e se ouviu um grito!
- Espera!
Era Cler que subiu no palco e
disse:
- Esperem, não façam isso!
- O que ela faz aqui? O que você faz aqui Cler?! - disse Pablo.
- Eu vim aqui para não deixar algo tão injusto acontecer. Você disse que de
5 pessoas só duas foram a favor dele, e eu estou aqui para mostrar que não. Tem
muitas pessoas aqui que perdoaram Rodollfh.
- Então você quer fazer outro julgamento? - disse Pablo.
- Sim.
- Você não pode fazer isso!
- Na verdade posso. Está na lei, é a
lei nº 136. Passei a noite lendo a respeito.
- Ela está certa. - disse outro juiz.
- Bem como eu dizia. - continuo ela
- Eu também odiava o Rodollfh, mas aprendi muito com duas palavras
"PERDÃO" e " COMPAIXÃO". Essas duas palavras podem ensinar
a todos nós coisas que nem podem imaginar. Podem trazer tantas coisas boas que
mau vão poder contar. Essas podem até fazer milagre. Pode abrir portas que você
ne, poderia imaginar que um dia se abririam para você, ou até que você nem sabia que existia. Essas
duas palavras são mágicas e podem mudar o mundo. E apesar de terem tanto poder,
porem ajudar tanto são simples palavras,
que por serem simples palavras são esquecidas, deixadas de canto. Mas
verdade é que se você usar elas, na verdade usar, abusar, se jogar e se melecar
com elas vão se sentir e ser seres humanos melhores.
E Cler fechou o caderno que tinha
nas mãos.
- Foi quando eu li isso que eu percebi o quanto eu estava sendo horrível, e
que não perdoar é ser pior do que fazer coisa errada, não importa o quê. E
quando eu deixei isso tomar conta de mim eu comprovei que era tudo verdade, e
isso mudou a minha vida. Ganhei um grande amor, um futuro felicidade e o mais
importante, paz de espírito. - Cler deu
uma pausa e continuou. - Então, podemos chegar em outra solução, sem machucar ele, e também ele já provou que
mudou e que vocês não vão se arrepender se derem essas chance à ele.
- Tudo bem chega! - disse Pablo.
- Calma. Bem, então chegou a hora. Quem vota a favor do Rodollfh? !!
E todos gritaram e aplaudiram
incondicionalmente. Até os juízes se levantaram e aplaudiram e um deles disse:
- Então é óbvio. Rodollfh Stiven é inocente!
Rodollfh foi libertado das algemas
e quando os guardas estavam destrancando o que prendia o pescoço, Rodollfh fez
mimica com a boca dizendo para Cler:
- Obrigado. Eu te amo.
- Eu também te amo. - disse Cler do mesmo modo.
Mas, o impensável ocorreu. Pablo
gritou:
- Nãoooo!
E puxou a espada do guarda e
cortou a cabeça de Rodollfh. Espichou sangue para todo o lado. Ninguém acredito
o que havia acontecido ali diante dos olhos de todos. Os guardas correram e prenderam
Pablo que dava altas risadas e gargalhadas para quem quisesse ouvir. Cler ficou
imóvel sem tirar os olhos de Rodollfh.
Fernando e Pedro subiram o palco e foram amparar Cler. William ficou com
Sarah e Urlo. Assim que tocaram em Cler, ela desabou no chão e começou a
chorar. Os dois levantaram ela do chão e
tentaram puxar Cler para irem embora, mas Cler não queria ir e resistia. Quando
conseguiram tirar Cler lá de cima, ela se abraçou com Pedro e ele a abraçou
forte. Todos entraram no carro e foram embora, pois todos iriam em cima deles e
Cler estava muito desesperada.
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