terça-feira, 2 de dezembro de 2014


rei Rodollfh
CAP. 2: Três anos depois.

  ‘De repente, Cler ouviu bem longe alguém chamar pelo seu nome, e vinha de trás de uma porta, ela se levantou e abriu ela e entrou, quando se virou a porta havia sumido, e ao se virar de volta vê que estava em um labirinto. Depois voltou a ouvir a voz chamando por ela, mas dessa vez deu para ouvir quem era que a chamava, era seu pai, que gritava:
- Cler! Ajude-me! Cler!
  E Cler ao ouvir, saiu correndo sem rumo gritando:
- Pai! Cadê você!?! Pai!
  E esse diálogo ficou durante um tempo, enquanto Cler procurava por seu pai, e de repente ele muda de dialogo e fala:
- Não, por favor! Não!
  E deu um grito desesperador igual ao o que deu quando foi queimado vivo. De repente Cler encontra uma porta, gira a maçaneta bem de vagar, e ao abrir a porta, deu de cara com o rosto de seu pai todo queimado, Cler soltou um grito... ’
  Nesse momento Cler acorda e Urlo entra desesperada ao quarto de Cler.
- Cler, querida. O que houve?
- Eu tive outro pesadelo. Dessa vez eu o vi todo queimado. Tia ele sabia que iria ser assim.
- Querida...
- Ele sabia que se um dia precisássemos usar aquele lugar, ele ficaria e morreria por isso ele me mostrou como sobreviver naquele lugar.
- Cler, isso são apenas pesadelos, nada disso é real. Eu já lhe disse que ele não morreu assim, eu sei disso.
- Não, tia...
- Cler, isso são apenas lendas. Nada disso pode ser comprovado.
- Porque as únicas testemunhas estão mortas.
- Cler, pare com isso! Não quero mais ouvir essa história. Olhe, eu sei que é difícil, mas você tem que se confortar. Tudo bem?
- Tudo bem tia.
- Agora vá dormir.
- Eu não consigo. Quando eu não sonho com isso eu sonho que eu estou matando aquele... você sabe.
- Cler, esqueça isso. Tente.
- Tia, ele me deu um envelope pesado, com um livro dentro. E eu nunca tive coragem de abri-lo.
  Urlo sorriu com os olhos cheios de lágrimas, deu um beijo na testa de Cler e foi embora. Cler ficou olhando, assim que sua tia fechou a porta, e se deitou, mas logo levantou e abriu a gaveta, pegou o envelope que seu pai lhe deu e abriu, pegou o livro que havia dentro e começou a lê-lo.
  De manhã Cler desceu para tomar café da manhã, sua tia Urlo e seu tio Richard já estavam na mesa, Cler se sentou e sua tia lhe disse:
- Então, você dormiu bem?
- É até que eu consegui.
- Bem eu já estou indo trabalhar. - disse Richard beijando a testa de sua esposa Urlo.
  Quando beijou a testa de Cler e a abraçou, ela teve um mau pressentimento, e meio que rapidamente ouviu sua tia chorando. Quando ele a soltou, ela ficou com uma cara assustada, seu tio assustado perguntou:
 - Algum problema Cler?
  Os dois ficaram olhando assustados esperando pela resposta dela:
- Tio não vá!
- Como assim Cler!- disse sua tia Urlo.
- Não vá tio, eu tive um mau pressentimento!
- De quê- sua tia ainda insistiu.
- Não sei, como se alguma coisa fosse acontecer de muito mau com o tio Richard.
- Querida não fale isso. - Disse ela- você deve estar assustada, só isso.
- Não tia...
- Olhe, eu prometo que tomarei cuidado, tudo bem assim pra você?- disse seu tio, tentando acabar com aquilo.
- Ok! Ainda acho que não deve ir, mas acho que isso já serve.
  Seu tio Richard saiu. Depois de algumas horas Cler saiu para comprar tecidos para ela e sua tia (pois nesse período ela se tornou a melhor costureira da cidade, e fez os melhores vestidos, todas as mulheres e homens queriam roupas feitas por ela e sua tia sempre costurava.), quando Cler voltou, ao entrar em sua casa se deparou com sua tia chorando, e rapidamente lembrou-se do que viu quando abraçou seu tio, Cler se desesperou e perguntou a dona Joana (uma grande amiga de sua tia e vizinha):
- O que ouve?
  E ela:
- Cler...
  E sua tia interrompeu e disse:
- Cler! Seu tio Cler!
- O que aconteceu!?!
- Você estava certa, não deveria ter o deixado ir...
- O que houve tia?
- Seu tio... seu tio morreu!
- O que? Como?
- Ele foi assassinado por um cavaleiro real...
- Mas por quê?
- Parece que foi um mal entendido...
  Cler estava chorando com sua tia, mas no momento em que ela disse isso, ela parou, enxugou suas lágrimas e ficou com um olhar aterrorizante, se levantou e disse a dona Joana:
- Dona Joana, pode tomar conta da minha tia?
- Claro, mas aonde você vai à uma hora dessas?
- Eu tenho que cumprir uma promessa.
- Mas que promessa é essa?
  Nesse momento sua tia olhou para Cler e gritou:
- Não! Você não pode fazer isso! Eu só tenho você agora!
- E se depender desse homem, nem nós iremos sobrar. Sinto muito tia, mas eu tenho que fazer isso.
- Mas do que vocês estão falando?- interrompeu dona Joana. – Que promessa é essa?
  E Urlo:
- Ela quer matar o rei Rodollfh.
  Todos se olharam, e Vivianne, filha de dona Joana, disse:
- Você está louca? Isso é impossível!
- Não é impossível, ele não é imortal.
- Mas é impossível você conseguir matar ele!
- Olha não me importa o que você acha, eu vou mata-lo.
   E Cler subiu pro seu quarto, e começou a arrumar as suas coisas. Depois de um tempo sua tia subiu pra falar com Cler. E falou para ela:
- Então você vai mesmo?
- Vou tia. E você que me perdoe, mas eu tenho que ir.
- Tudo bem querida, eu sei que não adianta eu falar. Mas eu queria te fazer um pedido.
- Qual?
- Eu queria que você ficasse para o enterro. Porque eu não vou suportar sozinha.
- Tia nem precisava pedir.
   No dia seguinte no enterro. Todos os amigos e vizinhos estavam lá. Assim que Richard foi enterrado, Cler olhou para trás e viu o rei Rodollfh. Ele se aproximou de Urlo e disse:
- Meus pêsames.
   Todos olharam surpresos. Urlo estava morrendo de raiva, mas estava tão triste que não consegui falar uma palavra. Mas Cler não poupou palavras:
- “Meus pêsames”? Você nem sente de verdade, você não tá nem ai. Você só veio aqui por causa da sua mãe!
- Sua insolente! Faço o favor de vir ajudar e você me trata desta forma! Desmarquei meus compromissos pra vir até aqui...!
- Nossa ele desmarcou o chazinho pra vir no enterro do homem que ele praticamente matou!
- Eu não matei ninguém!
- Não, mas o cavaleiro era seu! E ele só obedeceu as suas ordens!
- Eu não mandei matar o Richard. Foi um mal entendido!
- Foi, mas você fez alguma coisa pra reparar o erro!?!
   Ele ficou calado, mas como sempre não perdeu a pose. Cler ainda continuou:
- não né? Aposto que isso nem fez diferença na vida dele. Mas já na sua...
- Como assim?
- Porque isso era o que eu precisava! Me aguarde! Seu fim vai chegar, eu vou estar lá!
- Chega não vou mais ficar ouvindo desaforos! Até mais Urlo.
   E Urlo:
- Sua mãe se decepcionaria com você!
   Ele se virou, olhou para Urlo e foi embora.
   No dia seguinte de manhã, Cler desceu pronta pra começar a sua vingança.
  Urlo acompanhou Cler até a rua. Todos já sabiam da vingança dela, então todos estavam na rua olhando Cler ir embora. O primeiro a vir falar com ela foi o seu melhor amigo, Pedro que também teve o seu pai morto, ele se aproximou de Cler e falou:
- Eu te levo até o castelo de carro.
- Obrigada! Dona Joana cuida da minha tia por favor!
   E Joana:
- Claro querida!
- Tchau tia!
- Adeus querida!- disse Urlo chorando.
   Cler entrou no carro e foi. Ao chegar à frente do castelo, dentro do carro Pedro fala:
- Você tem certeza que quer fazer isso?
- Tenho mais do que certeza.
- Sendo assim...
   Os dois saíram do carro, Pedro pegou as coisas da Cler do porta-malas, a abraçou e disse:
- Então vai, por nós dois!
   Com os dois emocionados, Cler diz:
- Com certeza! Cuida da minha tia pra mim por favor!
- Claro!

Um comentário:

  1. pessoal desculpa a demora, tive alguns probleminhas técnicos (rsrsrs)... mas vou recompensar vcs... vou postar o cap 3 também...
    bjs

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